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Bellucci admite que doping mexeu com a cabeça
02/10/2018 às 23h00

Bellucci chegou a sair do top 300 nesta temporada

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Campinas (SP) - Lutando para recuperar o ranking perdido nesta temporada, tendo passado quatro semanas fora do top 300, o paulista Thomaz Bellucci pouco a pouco tem conseguido subir na lista da ATP e espera aproveitar a série de torneios sul-americanos no saibro neste final de ano para embalar. Mais de um ano após testar positivo para um diurético, o canhoto de Tietê olha para trás e admite que a suspensão acabou mexendo com sua cabeça.

“Minha parada de cinco meses no ano passado me prejudicou bastante, até porque foi uma coisa que eu não esperava. Foi uma notícia que veio de uma hora para outra e me pegou desprevenido. Não foi só o tempo parado, mas todo o estresse de tudo que aconteceu me atrapalhou. E quando eu voltei não estava 100%, não estava tão bem preparado quanto gostaria”, revelou.

“Foi mais o estresse de ficar pensando na minha carreira, em tudo que eu tinha construído podendo arranhar minha imagem. isso ficou passando muito tempo na minha cabeça. Foi um período ruim, muitos julgamentos, muitas coisas negativas e foi difícil de administrar”, acrescentou o ex-número 21 do mundo, que agora ocupa apenas a 262ª colocação no ranking.

Bellucci lembra que até conseguiu jogar bem no primeiro momento de sua volta, mas depois não manteve o nível, deixando escapar muitos jogos que teria vencido em épocas melhores. “Perdi algumas oportunidades por causa da ansiedade e ao invés de estar 260 poderia estar entre os 130 ou 140 melhores, bem perto do top 100”, analisou o canhoto de Tietê.

“Com essas derrotas minha confiança baixou um pouco e aí sim meu nível de tênis baixou. De abril até agosto teve vários torneios que não joguei bem e nos quais perdia para caras que antes eu jogava mesmo não estando tão bem. Foi uma situação bem diferente para mim, estar 300 do mundo era algo que não acontecia desde 2007 ou 2008. Passar por todos esses torneios novos foi um desafio”, contou Bellucci.

Lidar com as frustrações de não conseguir os resultados foi outra questão, principalmente por causa das expectativas altas. “Foi um aprendizado de ter mais resiliência e saber aproveitar as boas fases, quando estava 30 ou 40 não me dava conta que estava jogando com uns caras de grande nível. A maioria dos jogos que eu perco hoje em dia é para mim mesmo, sou melhor do que a maioria dos caras que eu jogo”, finalizou o paulista, que nesta quarta-feira volta às quadras no challenger de Campinas para enfrentar o chileno Marcelo Vera por volta das 19h (horário de Brasília).

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