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Clezar sai da zona de conforto e mira inédito top 100
04/10/2018 às 06h00

Clezar tenta primeiro ultrapassar a barreira do top 150

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Campinas (SP) - Terceiro melhor do país no ranking da ATP, o gaúcho Guilherme Clezar resolveu fazer uma revolução nesta reta final de temporada pensando no futuro. Atual 207 do mundo, o tenista de 25 anos saiu de vez da academia de Larri Passos e iniciou um trabalho em São José dos Campos, ao lado de Ricardo Hocevar, Fernando Roese e Vitor Pinheiro, dando uma cartada para sair da zona de conforto e buscar saltos maiores como profissional.

“Nunca consegui passar dessa faixa dos 150, mas também nunca caí muito e faz uns cinco anos que estou meio estável. Quando você fica muito tempo num mesmo lugar acaba se acomodando um pouco”, analisou Clezar, que teve como sua melhor marca a 153ª colocação alcançada em agosto de 2015. “Se eu continuar fazendo o mesmo jogo vou ficar na nessa para sempre, mas se quiser passar dessa barreira tenho que ser mais ousado e isso é coisa que posso trabalhar a longo prazo”, completou.

Uma das principais mudanças que a nova equipe está querendo imprimir no jogo do gaúcho é a agressividade. “A gente sempre busca mudanças para tentar evoluir e quero acrescentar essa agressividade no meu jogo, ser mais incisivo. Estou fazendo o meu melhor e vou evoluindo devagar com os jogos e treinos”, declarou o tenista de Porto Alegre.

“Tenho que conseguir jogar mais semanas o meu melhor tênis e isso que me fará evoluir. Foi uma questão interna minha de querer evoluir, acreditar no meu jogo, que posso ir mais para cima ao invés de esperar mais. É uma questão de tentar ganhar as partidas com o meu poder e não pagando para ver”, falou Clezar, que atualmente está radicado em Guarulhos, cidade vizinha da capital paulista, e que não pretende se ir morar em São José, base de sua nova equipe.

“Fiquei treinando três semanas lá, mas não devo mudar, já que é perto da minha casa. Moro em Guarulhos e de lá para São José é 1h (de carro)”, explicou o gaúcho, que destacou o conhecimento prévio de seu novo time como fundamental para a escolha. “Já conhecia o Ricardo do tempo de jogador e o Fernando já me treinou quando era mais menino. São duas pessoas com quem me relaciono muito bem, mas estamos ainda em início de trabalho, se conhecendo melhor. Esperamos que possa render algo nesse final de ano”, encerrou.

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