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Aos 34, Rogerinho lamenta ano difícil e faz planos
05/10/2018 às 06h00

Rogerinho quer vaga no Australian Open de 2019

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Depois que chegou ao top 100 pela segunda vez, em abril de 2016, o paulista Rogério Silva conseguiu uma boa estabilidade no circuito por bastante tempo e apenas agora em 2018 é que voltou a amargar um mau momento, perdendo um pouco de terreno no ranking e sem conseguir uma consistência maior de resultados. Porém, ele acredita que deixará esse período turbulento para trás e reencontrará seu melhor tênis.

“Tive um ano que não está sendo tão fácil, com algumas mudanças e oscilações. Troquei de técnico depois de cinco ou seis anos e foi bem difícil o processo de encontrar outro, alguém com uma linha de trabalho que eu fosse gostar. Graças a deus já estou com um técnico novo (o argentino Francisco Yunis), acho que encontrei o que precisava. Não estou com o ranking que gostaria, mas agora voltei a ter a mesma energia de antes e feliz com o que estou fazendo”, analisou Rogerinho.

Entre os problemas enfrentados na atual temporada estiveram algumas pequenas lesões, que segundo o próprio jogador acabaram atrapalhando. “Esse ano tive alguns problemas complicados, um deles no pescoço antes do US Open, que foi chatinho demais. Cheguei lá e não estava 100%. Também não estava em minha forma plena no começo da gira da Europa. Enfrentei algumas coisas que não estava acostumado a ter e isso quebra um pouco o ritmo”.

Talvez o maior perrengue tenha acontecido em junho, durante a disputa do challenger de Milão. "Foi muito duro, uma experiência muito chata. Comi num restaurante e passei mal depois, tive febre e vômitos. Conversei com o pessoal lá e disse que ia para o hospital, mas aí falaram que a espera era de cinco horas. Então quis ir para uma clínica particular, mas disseram que não tinha muito essa. Foi uma situação complicada, dia inteiro de cama conversando com o médico no Brasil”, lembrou.

Atual 148 do mundo e 141º na corrida da temporada, Rogerinho está otimista para o futuro e espera conseguir uma boa arrancada na série de challengers no saibro sul-americano no final deste ano. “A primeira coisa é me encontrar de novo e tentar voltar ao meu melhor. Trabalhando as vitórias vão voltar a acontecer”, comentou brasileiro que já chegou a ser o 63º da ATP.

“Sinto que tenho pelo menos uns 3 anos de tênis mais. O objetivo é tentar uma vaga no Australian Open, sei que é difícil, são muitos pontos, mas não é impossível. Contudo o mais importante para mim agora é estar curtindo trabalhar duro e encarar o dia a dia, pois enquanto tiver isso vou seguir jogando e esse é o foco principal”, destacou Rogerinho.

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