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Bellucci: 'Tenho que sair desse ranking rápido'
06/10/2018 às 06h00

Bellucci luta primeiro para voltar ao top 200

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Campinas (SP) - Atual 262 do mundo, o paulista Thomaz Bellucci ocupa uma colocação no ranking bem distante da melhor marca que já conseguiu atingir, o 21º posto alcançado em 2010. Depois de chegar a sair do top 300 por quatro semanas, ele vem recuperando aos poucos as colocações perdidas nos oito primeiros meses deste ano e quer continuar galgando posições para voltar ao top 100.

“Tenho que sair desse ranking o mais rápido possível porque ainda estou muito distante, por exemplo, de poder sonhar em entrar na chave do Australian Open. Teria que ganhar todos os torneios que terei pela frente, mas quem sabe em duas ou três semanas eu possa voltar ao top 200, que seria o primeiro passo para o meu principal objetivo que é voltar ao top 100”, observou o canhoto de Tietê.

Esta semana, em Campinas, o paulista inicia uma sequência de challengers sobre o saibro na América do Sul que podem lhe render pontos importantes para esta recuperação. “Nos últimos torneios eu tenho ganhado um pouco de confiança, fiz uma semi em Gênova entrando de lucky-loser. Estou subindo meu nível e equalizando a cabeça”, garantiu Bellucci, que sentiu bastante a diferença de um ano praticamente só em torneios menores.

"É diferente jogar os challengers, a maioria dos caras que estou enfrentando hoje em dia eu nunca joguei contra, muitos eu nem conhecia. Você meio que entra na quadra sem saber que o cara é canhoto ou destro, já nos ATP eu conhecia todos os adversários. Hoje em dia é o contrário: os caras me conhecem muito bem e eu os conheço bem pouco”, avaliou o brasileiro.

Questionado sobre o fim da parceira com o mineiro André Sá, ele falou que acabou rompendo com o treinador mais por um problema de logística. “No meio do nosso trabalho eu fui para os Estados Unidos e ele tem sua base aqui no Brasil. Depois, ele começou uma parceria com a ITF, achamos que poderia conciliar os dois, mas no decorrer do ao vimos que estava difícil. Mas minha relação com ele foi sempre muito boa, me passou coisas legais como técnico”.

Morando nos EUA desde o fim do ano passado, ele se mostra muito contente com a opção e garante que deve ficar por lá até pelo menos o fim da carreira de tenista. “Aqui eu tinha muita dificuldade para achar parceiro de treino e lá tenho várias opções. Não consigo me ver morando lá para sempre, mas nos próximos dois ou três anos vou ficar por lá. Como jogador, eu dificilmente vou voltar para o Brasil”, comentou o canhoto.

Bellucci foi breve ao falar sobre a chance de disputar a Copa Davis contra a Bélgica e destacou o calendário favorável, já que o confronto será no Brasil logo antes da temporada latino-americana de saibro. “Eu me animo jogar, mas isso se o João (Zwetsch) me chamar. Estou mais aberto e não tenho ainda uma posição, depende do meu ranking. Além disso, temos também Thiago (Monteiro) e Rogerinho (Silva) jogando bem”, encerrou.

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