Notícias | Dia a dia
Wild usa yoga para manter foco e cabeça tranquila
09/10/2018 às 06h00

Wild encerrou seu ano de juvenil vencendo o US Open

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Campeão juvenil do US Open deste ano, o paranaense Thiago Wild fechou seu ciclo como juvenil com chave de ouro e tenta agora aproveitar o embalo para ir pouco a pouco se firmando na já iniciada carreira no circuito profissional. O tenista de apenas 18 anos fez quartas de final na semana passada no challenger de Campinas e com isso se aproximou do top 400. 

Um dos trunfos de Wild na busca pelo sucesso é o controle mental, que o impetuoso jogador tem conseguido através de sessões de yoga. “Ela serve para controlar a respiração e manter a minha cabeça vazia e ao mesmo tempo focada. Consigo transpor isso para os jogos e me concentrar melhor no que preciso fazer em quadra”, explicou o promissor tenista brasileiro. 

Capitão do Brasil na Copa Davis e responsável por coordenar o programa da Tennis Route, centro de treinamento onde se fixou Wild, João Zwetsch reconhece a característica mais explosiva do atleta e vê isso como uma faca de dois gumes. “Ele tem um ser a domar dentro dele, mas é uma coisa boa. Ele é um cara muito competitivo e às vezes ainda não sabe usar isso a seu favor”, opinou. 

O próprio Wild tem noção de que o processo de amadurecimento leva tempo e que há coisas que só o tempo pode aperfeiçoar, principalmente nessa transição do juvenil para o profissional. “Acho que o que muda do juvenil, independente de ser Grand Slam ou qualquer outro torneio, é a experiência e a bagagem que o jogador traz para quadra”, destacou o paranaense. 

“Muitas vezes o cara não está tão bem na partida, mas consegue manter a calma e foco, se sobressaindo assim sobre o juvenil por causa da experiência. A consistência é a principal diferença”, falou o campeão do US Open, que acredita que a conquista possa ajudar a abrir portas em torneios maiores neste começo de carreira. 

Treinando para essa sequência de torneios sobre o saibro na América do Sul, ele acredita que possa fazer resultados relevantes. Boas campanhas e, principalmente, bons jogos podem levá-lo a uma inédita convocação para o confronto da fase inicial da Copa Davis de 2019, contra a Bélgica dentro de casa. 

“Jogar Copa Davis é sempre legal, porque é uma coisa completamente diferente do que a gente tem no ano inteiro e claro que jogar é uma experiência muito boa. Além do mais, com 18 anos, é uma coisa cedo a se fazer, mas algo completamente palpável”, disse Wild, que em contrapartida lamentou a série de mudanças que foi feita para o próximo ano. 

“Copa Davis vai virar um Mundial de 16 anos, no mesmo formato, e não vai ter o prestígio”, analisou o paranaense, que não gostou principalmente de colocar a fase final em uma semana só. “Ter torcida a favor é o charme. Eu acho que eles colocaram na balança muito mais a parte financeira do que o charme da competição e o prestígio dos jogadores. Pensaram muito mais neles do que no que os jogadores queriam”, finalizou o jovem tenista.

Comentários
Loja TenisBrasil
Mundo Tênis