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Após o Finals, Wozniacki revela sofrer de artrite
25/10/2018 às 14h08

Wozniacki já sabe do problema desde antes do US Open

Foto: Divulgação

Cingapura (Cingapura) - Depois de disputar seu último jogo na temporada e ser eliminada ainda na fase de grupos do WTA Finals, Caroline Wozniacki aproveitou a oportunidade de falar aos jornalistas para tratar de um assunto delicado. A dinamarquesa revelou ter sido diagnosticada com artrite reumatoide e diz saber do problema desde antes do US Open, em agosto.

"No começo, foi um choque. Sempre fui reconhecida por ser uma das mais bem preparadas fisicamente e, de repente, tive que lidar com isso". Wozniacki disse aos repórteres após a derrota por 5/7, 7/5 e 6/3 para a ucraniana Elina Svitolina nesta quinta-feira em Cingapura.

"Mas é assim que as coisas são. Você só tem que ser positivo e trabalhar com isso. Há maneiras que você pode se sentir melhor e isso é ótimo", explica a jogadora de 28 anos e atual número 3 do ranking mundial, atrás apenas de Simona Halep e Angelique Kerber.

Wozniacki começou a sentir sintomas depois de Wimbledon, quando ela havia acordado em uma manhã e não conseguia levantar os braços. Depois de consultar médicos em Montréal, no Canadá, ela descobriu estar com artrite reumatoide, uma doença autoimune que causa fadiga e inchaço das articulações. Ela ficou feliz por ter descoberto o problema cedo.

"Tem sido muito absorver tudo isso. Depois do US Open, tive que descobrir o que realmente estava acontecendo. Então foi quando eu realmente percebi e fui ver uma das melhores médicas que existem para começar o tratamento", explica a dinamarquesa que chegou ao Grand Slam norte-americano sofrendo com três lesões -na perna direita, no ombro e no joelho esquerdo- e não passou da segunda rodada.

"Obviamente não é ideal para ninguém, e mais ainda quando você é uma atleta profissional, mas felizmente há o que fazer a respeito. Você apenas segue em frente e descobre como lidar com isso, e como viver com isso. Estou muito orgulhosa de como eu tenho sido tão positiva em tudo isso e tentei não deixar que isso me atrapalhasse", comentou a ex-líder do ranking.

"Eu não queria falar sobre isso durante a temporada para não dar uma vantagem a ninguém e também para que ninguém pensasse que eu não estou bem, quando na verdade eu estou muito bem", explica a experiente jogadora. "Em alguns dias você acorda, não consegue sair da cama, mas nos outros você vive bem. Estou feliz porque a temporada terminou agora e tenho um pouco mais de controle. A medicina de hoje é tão incrível que não estou preocupada".

Há três semanas, Wozniacki venceu o forte WTA Premier de Pequim, com seis vitórias seguidas em sets diretos ao longo de uma semana na capital chinesa. A conquista acabou valendo ainda mais que o troféu os mil pontos no ranking mundial.

"Vencer em Pequim significou muito para mim, porque eu começava a me perguntar se eu conseguiria jogar tão bem quanto antes", lembra a dinamarquesa. "E honestamente, a médica foi incrível. Ela apenas me disse: Você pode fazer o que quiser fazer. Você tem que sentir seu corpo. E muito disso também é mental. Você tem que acreditar em si mesma e tem que acreditar que pode fazer isso".

"Obviamente ganhar em Pequim foi enorme. Também me deu a crença de que nada vai me atrasar. Vou trabalhar com isso e é assim, e posso fazer qualquer coisa", complementou a atual campeã do Australian Open, que voltará ao circuito na primeira semana de 2019 para jogar em Auckland.

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