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Federer aprova o ano e defende atitude de Zverev
17/11/2018 às 16h15

Federer encerra a temporada na terceira posição do ranking

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Eliminado na semifinal do ATP Finals, Roger Federer disputou neste sábado em Londres seu último jogo de 2018. O atual número 3 do mundo, acredita que o ano teve saldo positivo, com títulos do Australian Open, dos torneios da Basileia, Stuttgart e Roterdã e com seis semanas na liderança do ranking.

Entretanto o veterano de 37 anos lamentou algumas derrotas apertadas em jogos importantes, que poderiam ajudá-lo ainda mais longe. Ele cita a eliminação em Wimbledon para Kevin Anderson em cinco sets e o duelo em três tiebreaks contra Novak Djokovic na semifinal do Masters 1000 de Paris como exemplo.

"Foi uma boa temporada. Algumas partidas equilibradas foram um pouco decepcionantes, como em Paris ou Wimbledon, e talvez o segundo semestre pudesse ter sido um pouco melhor, mas estou feliz. Houve muitos aspectos positivos e estou animado com o novo ano", disse Federer após a derrota por 7/5 e 7/6 (7-5) para o alemão Alexander Zverev neste sábado. "

"Estou orgulhoso de continuar sendo competitivo aos 37 anos, de ter voltado ao número 1 e ganhando outro Slam. [Pete] Sampras disse uma vez que 'Se você ganha um Grand Slam, então a temporada foi boa'. O plano agora é montar um bom calendário para a próxima temporada", acrescenta o suíço, que adiou para 2019 o sonho de conquistar seu centésimo título no circuito. E pelo terceiro ano seguido, ele irá iniciar seu calendário pela Copa Hopman, em Perth.

Federer também comentou sobre um incidente ocorrido durante o tiebreak do segundo set. O suíço vencia por 4-3, com pontos até então apenas dos sacadores, e dominava um ponto disputado no serviço de Zverev, quando o árbitro Carlos Bernardes aplicou a regra do 'let' e mandou repetir a jogada, depois que um dos boleiros deixou a bola correr no fundo da quadra. Na volta, o alemão encaixou um ace e foi vaiado pelo público. O ambiente seguiu hostil ao jovem jogador de 21 anos até o final do jogo.

"Eu entendo a frustração deles, mas são apenas circunstâncias infelizes. Essas coisas acontecem", afirmou o ex-líder do ranking. "Nunca gostei de vaias. Nós vemos isso em outros esportes o tempo todo, mas no tênis é raro. Então, quando isso acontece, fica muito pessoal. Acho que é lamentável que isso tenha acontecido. Sascha não merece isso".

"Ele pediu desculpas para mim na rede e eu disse a ele 'Fica tranquilo. Você não precisa se desculpar comigo aqui. Parabéns por um grande jogo e um grande torneio até agora. Tudo de bom para a final'. Ele não deveria estar se desculpando, ele não fez nada de errado. Ele apenas mandou parar o ponto porque sentiu que aquilo afetou o jogo. Existe uma regra que, se algo assim acontece, você obviamente repete o ponto".

"Eu não estou questionando o espírito esportivo de Sascha de forma alguma. Como eu disse antes, foi uma escolha ousada de Sascha parar o ponto porque o árbitro poderia apenas dizer: 'Desculpe, amigo, você está no rali. Eu não me importo. Você perdeu o ponto. Eu não vi isso', avalia o suíço, que não espera que Zverev seja hostilizado pelo público durante a final no domingo.

"Tenho certeza que ele não vai ser vaiado amanhã, ou pelo menos eu espero que sim. Não é um erro dele", comentou o vencedor de seis títulos do Finals. "O árbitro deveria ter explicado mais o caso naquele momento? Quero dizer, regras são regras. Tivemos que repetir o ponto. Todo mundo lida com isso. Foi o que eu fiz. E nós seguimos em frente".

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