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Brasil fecha 2018 com apenas 17 vitórias na ATP
27/11/2018 às 16h00

Monteiro sozinho conquistou 10 das 17 vitórias brasileiras no ano

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Definitivamente a temporada de 2018 é para ser esquecida pelos brasileiros de simples no circuito da ATP. Neste ano os representantes nacionais não conseguiram emplacar bons resultados nos torneios de primeira linha e mesmo nos challengers as vitorias não foram muitas, sendo que nenhum tenista do país conquistou títulos em challengers. Os poucos troféus erguidos vieram apenas nos futures.

O desempenho pífio do Brasil na ATP no ano se resumiu a 17 vitórias, a grande maioria delas do cearense Thiago Monteiro, que somou 10 triunfos nestes eventos em 20 partidas disputadas, fechando com aproveitamento de 50%. O paulista Rogerio Silva fica em segundo com suas cinco vitórias, seguido do conterrâneo Thomaz Bellucci e do gaúcho Guilherme Clezar, cada um com uma.

Ao todo foram 45 partidas de brasileiros no circuito, em um aproveitamento de 37%. Mesmo nos challengers as vitórias também não vieram. Os cinco melhores do país no ranking neste fim de ano somaram 67 triunfos em 2018 e 77 derrotas, o que leva a um aproveitamento inferior ao 50%, parando em ínfimos 46,5%. De todos, apenas Clezar conseguiu vencer mais do que perder (20v/18d nos challengers).

Principal estrela do país nos últimos anos, Bellucci sofreu no seu retorno após a suspensão por doping e não achou seu melhor tênis. Ele conquistou apenas um triunfo em nível ATP, contra cinco derrotas, e mesmo nos challengers não emplacou, terminando com mais resultados negativos do que positivos (17 a 20).

Em questão de ranking o desempenho do top 5 brasileiro também deixa a desejar. Monteiro novamente foi o que escapou, já que iniciou a temporada no 124º posto e agora é o 123º, ao passo que os demais todos perderam terreno. Rogerinho saiu da 101ª colocação para a 165ª, Bellucci foi o que mais despencou, indo de 112º para 242º, Clezar oscilou de 205º para 252º e o paulista João Souza, o Feijão, caiu de 246º para 312º.

De positivo o ano teve a ascensão dos nomes da nova geração, ainda que ainda modestamente. O mineiro João Menezes, de 21 anos, é o melhor colocado entre os que podem ser o futuro do tênis brasileiro aparecendo no 349º lugar depois de iniciar 2018 na 540ª colocação. Um ano mais novo, o gaúcho Orlando Luz saiu de 725º e agora é o 372º do mundo.

Mais quatro brasileiros com 21 anos ou menos também conseguiram boas arrancadas. O capixaba Jordan Correia (21) saltou da 742ª colocação para a atual 415ª, o paranaense Thiago Wild (18) era o 615º no começo do ano e agora é o 536º, o paulista Felipe Alves (20) saiu de 950º para 540º e o pernambucano João Lucas Reis (18) foi de 1.091º para 554º.

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