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'Jogo de Nadal e Djokovic é chato', diz lenda italiana
03/12/2018 às 10h32

Roma (Itália) - Um dos maiores nomes da história do tênis italiano, campeão de Roland Garros em 1976, Adriano Panatta lançou recentemente sua autobiografia 'Tennis is music'. Em entrevista ao Quotidiano, para promover sua publicação, ele comparou o seu tempo com o atual e criticou o estilo de jogo que se apresenta.

“Nos meus anos, nos anos 70, o tênis era pop: The Beatles, Jimi Hendrix, rock e melodia. Agora, nada é entendido, tudo é eletrônico e metal”, disse Panatta, que disparou contra o tênis de hoje em dia e não poupou nem mesmo estrelas do calibre de Rafael Nadal e Novak Djokovic.

“Nadal bate forte e compete muito bem e Djokovic chega em todas as bolas, mas o jogo deles é chato. São caras que jogam bem, mas são como mulas que só sabem bater forte. No meu tempo era diferente. Nós estávamos fazendo poesia com um voleio”, afirmou o italiano de 68 anos.

Para o ex-tenista profissional a exceção ao estilo burocrático atual é o suíço Roger Federer, que o faz lembrar um pouco sua época. “Jogávamos em um ritmo diferente, agora tudo vai muito rápido e não há tempo para pensar. Só Federer faz isso”, observou.

“Federer continua me surpreendendo até hoje, ele é uma mistura de Tony Bennett, McCartney e Pink Floyd, um show”, acrescentou Panatta, que também comentou brevemente sobre o compatriota Fabio Fognini. “Ele joga para ser um dos 10 melhores do mundo, mas o problema é sua personalidade”, encerrou a lenda do tênis italiano.

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