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WTA ajusta ranking protegido e evita duelos precoces
18/12/2018 às 20h09

Jogadoras com ranking protegido alto não enfrentarão favoritas

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - O pacote de novas regras aprovadas pela WTA e que entrarão em vigor em 2019 contará com um mecanismo que evitará alguns duelos precoces entre favoritas. Jogadoras que estavam bem colocadas antes de longos afastamentos por lesão, maternidade ou problemas de saúde e que precisarem do chamado ranking protegido para entrar nos torneios não poderão enfrentar cabeças de chave na rodada de estreia.

Chamado de "additional seed" (cabeça de chave adicional) pela entidade, o recurso funcionará da seguinte forma: Caso o ranking protegido de uma jogadora seja equivalente ao das cabeças de chave, ela ficará em uma posição na chave livre de cruzamentos com as principais favoritas na fase inicial. Esse mecanismo poderá ser utilizado por uma jogadora em até oito torneios da WTA em um ano.

A mudança surge após as voltas das ex-líderes do ranking Serena Williams e Victoria Azarenka ao circuito depois de se tornarem mães. Ambas perderam muitas posições por conta do período de afastamento e não tinham o status de cabeças de chave nos torneios que disputavam assim que retornaram às quadras. Consequentemente, ficavam sujeitas a encontros com adversárias bem colocadas já nas fases iniciais.

O ranking protegido - O regulamento da WTA prevê que as jogadoras que ficarem afastadas entre seis meses e um ano possam utilizar um ranking especial para entrar em até oito torneios em um ano. Para o caso das atletas que ficam mais de um ano longe das competições oficiais, o ranking protegido vale para até doze torneios em um ano.

Para o ano de 2019, a entidade que regula a elite do tênis feminino atendeu a alguns pedidos das mães do circuito. Jogadoras que ficam paradas por conta da gravidez podem congelar o ranking de entrada nos torneios por até três anos a partir do nascimento da criança. Já as mães adotantes ou que adquirem posteriormente a guarda legal dos filhos podem parar de jogar por até dois anos e retornar ao circuito utilizando o ranking especial. 

Azarenka é uma das jogadoras que poderia ser menos prejudicada se a regra já estivesse em vigor. A bielorrussa se tornou mãe em dezembro de 2016, jogou dois torneios em junho do ano passado e teve que pausar novamente a carreira por conta da disputa judicial pela guarda do filho, Leo. A rotina normal da bielorrussa só pôde ser retomada em março deste ano, com convites para Indian Wells e Miami.

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