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Novas regras da WTA não valerão nos Grand Slam
20/12/2018 às 12h03

Presidente da WTA aprova a modernização das regras

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Depois de a WTA anunciar uma série de novas regras para seu circuito em 2019, o presidente Steve Simon comentou sobre as principais mudanças, que dizem respeito desde a roupa que as jogadoras usam e o relógio de saque na quadra até regras relacionadas ao ranking a pedido das mães do circuito. O dirigente máximo da entidade também aproveitou para esclarecer que as mudanças não valerão nos torneios do Grand Slam.

"Nossas regras não têm jurisdição sobre os Grand Slams. Eles têm a capacidade de definir suas regras da maneira que desejarem", disse Simon, ao site da WTA. "Estamos trabalhando cada vez mais junto com os Grand Slams, o que eu acho muito positivo, e tentamos nos tornar muito mais alinhados em nossas regras. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas acho que a comunicação está melhorando e é muito positiva".

O pacote de novas regras aprovadas pela WTA e que entrarão em vigor em 2019 mexe com o mecanismo do 'ranking protegido'. Jogadoras que ficarem afastadas entre seis meses e um ano podem utilizar o ranking especial para entrar em até oito torneios em um ano. Para o caso das atletas que ficam mais de um ano longe das competições oficiais, o recurso vale para até doze torneios em um ano.

No caso das jogadoras que precisarem parar de jogar por conta da gravidez, será possível congelar o ranking de entrada nos torneios por até três anos a partir do nascimento da criança. Já as mães adotantes ou que adquirem posteriormente a guarda legal dos filhos podem parar de jogar por até dois anos e retornar ao circuito utilizando o ranking especial.

"Acho que conseguimos encontrar o equilíbrio adequado, que incentiva e permite que às jogadoras que voltam depois de não poderem jogar por algum tempo, seja qual for o motivo, tenham tempo e tempo de retorno realmente justos, o que era algo que todas as jogadoras abraçaram. Todas concordaram que deveriam ter uma oportunidade justa de voltar de qualquer lesão e/ou maternidade", avaliou o dirigente.

"Acho que reflete uma abordagem muito progressista de nossas regras e padrões de maternidade, porque não há muitos lugares no mundo onde você pode ter uma janela de três anos após o nascimento de seu filho para voltar ao trabalho e ter uma oportunidade protegida de voltar ao nível em que você saiu", comenta Simon, que também justificou o recurso que contempla as mães adotantes. "Todas essas configurações familiares são relevantes hoje em dia. Queríamos ter certeza de que tínhamos todas as informações sobre qual seria o nosso processo para qualquer jogadora que possa fazer parte de uma dessas abordagens para a família".

Simon também falou sobre a aprovação de novos uniformes de jogo, como o uso de legging, calça colada ao corpo e que as tenistas já usam com frequência nos treinamentos. Até então, o regulamento exigia que as jogadoras utilizassem uma saia por cima e que a calça não passasse da altura do joelho. "Com que frequência você vê leggings sendo usadas por mulheres e homens nas ruas como parte de roupas casuais? As pessoas usam apenas com uma camiseta ou uma blusa. Faz parte da moda hoje e elas não estão usando saias por cima, então por que exigiríamos que alguém usasse a saia? Nós pensamos que estava desatualizado".

"Qual a diferença entre logo abaixo do joelho e logo acima do joelho? E se você aceitar as leggings dessa maneira, por que aceitaria um short de compressão? Então, também nós olhamos para isso e disse que isso não faz sentido", avaliou o presidente da entidade. "Também queríamos dar às nossas jogadoras a chance de ser quem elas querem ser e usar o que elas quiserem e o que elas se sentem confortáveis".

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