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Svitolina: 'É difícil não falar de política na Ucrânia'
22/12/2018 às 10h49

Svitolina quer tornar o tênis mais acessível em seu país

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Principal nome na história do tênis ucraniano e uma das maiores atletas do país na atualidade, Elina Svitolina está ciente de que o esporte não tem tanta repercussão em seu país. Em meio aos conflitos entre Rússia e Ucrânia, que já duram mais de quatro anos, a tenista número 4 do mundo sabe que é muito difícil não ter que falar sobre política quando está em seu país.

"Tem sido difícil para a Ucrânia se concentrar em algo diferente da política, mas eu apenas tento fazer o melhor que posso, que é promover o esporte. Isso é o mais importante para mim", disse Svitolina, em entrevista à CNN, em Londres, onde treina com o técnico britânico Andrew Bettles. "A política sempre estará presente e, constantemente. Todos os dias você ouve uma má notícia, o que é muito difícil, especialmente para as crianças e para o futuro".

Depois de ter conquistado o título do WTA Finals em Cingapura no mês de outubro, Svitolina passou uma semana agitada na Ucrânia. Seus compromissos começavam por volta das 6h30 e só terminavam após às 22h. A agenda da jogadora de 24 anos incluía entrevistas para imprensa local, sessões de autógrafos e perguntas dos fãs, além de clínicas com crianças e patrocinadores.

"Minha semana foi louca. Foi incrível ver tantos rostos felizes e muitas pessoas inspiradas pela minha vitória.
"Eu não imaginava que tantas pessoas estavam assistindo aos jogos e me apoiando", reconheceu a jogadora natural de Odessa. "Isso me fez perceber que eu tenho influência sobre os jovens e, para mim, é muito importante promover o esporte na Ucrânia. Lá nós temos muitas coisas diferentes acontecendo e o esporte não está nas primeiras páginas. Tenho que fazer o meu melhor e o que está em meu poder para promover o esporte e introduzi-lo às crianças pequenas".

Um dos objetivos de Svitolina é tornar o tênis mais acessível em seu país e atrair mais patrocinadores para a modalidade. "Há muitos bons jogadores e muitas crianças que querem jogar, mas acho que os pais não estão prontos para investir em seus filhos, e o tênis é um dos esportes mais caros".

"Sei que meus pais sacrificaram muito para eu começar a jogar e depois me tornar profissional, então é por isso que sei o quanto é difícil. Espero que meu sucesso traga patrocinadores e pessoas envolvidas, não apenas no tênis, mas no esporte em geral", explicou. "Falei com muitos atletas ucranianos e sei como é difícil também em outros esportes para se tornar um atleta de elite e é por isso que, esperamos, teremos mais pessoas investindo no esporte na Ucrânia".

Ainda em busca de seu primeiro título de Grand Slam na carreira, Svitolina pensa a longo prazo para não se sentir tão pressionada para ganhar um título deste tamanho já em 2019. "Os Grand Slam são objetivos de vida. Eles sempre estarão lá. Tento não colocar nenhuma pressão sobre mim mesma dizendo que quero ganhar este ou aquele Slam em particular".

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