Notícias | Dia a dia
Para Azarenka, circuito feminino é mais equilibrado
25/12/2018 às 08h53

Azarenka começará sua temporada jogando em Auckland

Foto: Arquivo

Auckland (Nova Zelândia) - Desde que voltou a jogar profissionalmente depois de se tornar mãe, Victoria Azarenka tem sido uma das atletas mais influentes para a evolução do tênis feminino. Partiram dela, por exemplo, sugestões para recém-aprovadas regras que dão mais segurança às jogadoras que já são mães. Ex-número 1 do mundo e já aos 29 anos, Azarenka não tem dúvidas de que o circuito feminino é mais equilibrado que o dos homens.

"Nos últimos 15 anos, as gerações mudaram desde que entrei no circuito e agora me sinto como uma veterana. Algumas jogadoras como a Serena e a Sharapova continuam, e existem jogadoras que surgiram e que podem não ser tão consistentes ao longo do ano, mas que podem mostrar um grande jogo e grande potencial", disse Azarenka ao jornal neozelandês Stuff. A bielorrussa começa sua temporada jogando o WTA de Auckland.

"Quando tivemos uma jogadora ganhando muitos títulos Grand Slam, as pessoas diziam que era chato, mas no tênis masculino isso é o que tem acontecido nos últimos 15 anos. Por mais que eu goste de assistir aos jogos de Rafa, Roger, Novak e Andy, eles estão ganhando todos os Grand Slam", acrescenta a atual 51ª colocada no ranking, que só pôde retomar uma sequência de torneios em maio do ano passado.

A opinião de Azarenka pode ser embasada pelos números. Desde o primeiro Grand Slam de Rafael Nadal, no saibro de Roland Garros em 2005, apenas três homens quebraram o domínio do quarteto formado pelo espanhol, além de Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray. O suíço Stan Wawrinka conseguiu três Grand Slam, dois deles já depois dos 30 anos, enquanto Marin Cilic e Juan Martin del Potro conquistaram um título de US Open. Por outro lado, só nas duas últimas temporadas, oito mulheres diferentes foram campeãs de Grand Slam, o que já supera a marca masculina.

Bicampeã do Australian Open nos anos de 2012 e 2013, Azarenka voltará a Melbourne depois de três anos. Por conta do nascimento do filho Leo, em dezembro de 2016, ela não pôde atuar na edição do mês seguinte. Já no início de 2018, a bielorrussa estava envolvida em disputa judicial pela guarda do menino e ficou impossibilitada de viajar. Entretanto, ela aposta em seu bom retrospecto na Austrália para voltar a ser campeã.

"Desde que eu era juvenil, eu jogo muito bem lá. Na primeira vez que fui como juvenil eu já venci o torneio", lembra a bielorrussa, que foi campeã juvenil em Melbourne no ano de 2005, quando tinha apenas 15 anos. "Em geral, eu gosto da atmosfera de lá e aprecio o quanto o Australian Open vem evoluindo, se renovando e garantindo que os jogadores e torcedores tenham um torneio melhor a cada ano. Por ser o primeiro Grand Slam do ano, há sempre muita emoção, mas em geral eu amo o país e as pessoas de lá".

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis