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Ferrer: 'Se eu tivesse ranking melhor, não pararia'
25/12/2018 às 13h41

Resultados foram os principais motivos para a aposentadoria

Foto: Arquivo

Barcelona (Espanha) - Cada vez mais perto de encerrar a carreira como tenista profissional, David Ferrer segue bastante solícito com a imprensa espanhola e rememora os momentos de sua trajetória no circuito. Embora tenha se tornado pai em maio do ano passado, o espanhol de 36 anos explica que o principal motivo que o convenceu a parar de jogar foi a falta de bons resultados recentes. Ex-número 3 do mundo, Ferrer aparece atualmente apenas no 126º lugar do ranking.

"A aposentadoria tem sido um processo que me custou muito. Fazia um ano e meio que os resultados não eram os que eu queria", disse Ferrer, em entrevista ao jornal Mundo Deportivo. "Se eu tivesse um bom ranking, continuaria a jogar. Não estou parando de jogar por causa da família. Deixo tênis porque não consigo manter o ranking que eu gostaria. É uma lei da vida e também estou aproveitando esse novo estágio".

"Tenho certeza que ainda vou estar ligado ao tênis, mas agora depois de viajar por 18 anos, estarei mais perto de minha esposa e meu filho. Eu também preciso de tempo para apreciá-los. É uma nova etapa da minha vida começa e quero ir mais devagar", comenta o espanhol, que ainda jogará a Copa Hopman, os ATPs de Auckland, Buenos Aires, Acapulco, Barcelona e o Masters 1000 de Madri.

Ferrer falou sobre quais foram as derrotas que mais doeram em sua carreira. "Lamento nunca ter vencido o Aberto de Barcelona. Joguei quatro finais, todas contra Rafa [Nadal], e dói muito ter perdido em todos elas. A verdade é que dói muito não ter vencido porque, além dos Grand Slam e dos Masters 1000, é o torneio que me deixa mais entusiasmado".

"Além disso, também me dói o match point que eu tive na final de Miami [contra Andy Murray, em 2013] e os três match points para medalha olímpica em Londres com Feliciano [Lopez]. Foram os momentos mais difíceis", acrescenta o espanhol, que perdeu a semifinal de duplas nas Olimpíadas de Londres em 2012 para os franceses Michael Llodra e Jo-Wilfried Tsonga.

Perguntado sobre o que espera para o futuro do tênis espanhol, o veterano citou nomes da nova geração, além de dois jogadores mais velhos, mas que vivem o melhor momento de suas carreiras. "Vejo um futuro muito bom, mas temos que analisar várias coisas. Um novo Rafa Nadal aparecerá? Isso não existe, mas há bons jogadores espanhois como Carlos Alcaraz, Carlos Gimeno ou Carlos Taberner. Agora também [Pablo] Carreño e [Roberto] Bautista Agut estão perto do top 10. Devemos estar atentos às suas evoluções".

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