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Bouchard diz ter aprendido a lidar com a pressão
25/12/2018 às 14h38

Bouchard ainda não conseguiu repetir os bons resultados de 2014

Foto: Arquivo

Auckland (Nova Zelândia) - Quatro anos depois de ter feito a melhor temporada da carreira em 2014, Eugenie Bouchard ainda não conseguiu repetir o desempenho e os resultados que a levaram a três semifinais de Grand Slam, ao vice-campeonato de Wimbledon e ao quinto lugar do ranking mundial. Atualmente na 87ª posição, a ainda jovem canadense de 24 anos garante ter aprendido a lidar com a pressão e espera voltar a lutar por títulos.

"Depois daquele ano, minha vida mudou", disse Bouchard, em entrevista ao programa Radio Sport Breakfast, de Auckland. "De repente, eu estava aos olhos do público e senti uma tremenda pressão para manter meu nível e meus os resultados. Mas desde então, eu aprendi muito".

"Sinto que passei por uma montanha-russa dentro de minha carreira e sinto que a pressão é basicamente uma coisa que você coloca em você mesma. Preciso ter a mente aberta, não me pressionar e nem me importar com o que as pessoas dizem", acrescenta a canadense, que começará 2019 atuando na Nova Zelândia.

Bouchard terminou as duas últimas temporadas fora do grupo das 50 melhores do mundo e trouxe o renomado treinador Michael Joyce. A parceria com o ex-técnico de Maria Sharapova começou em outubro e trouxe um resultado no último torneio que ela disputou em 2018. A canadense chegou a vencer seis jogos seguidos desde o quali até parar na semifinal do WTA de Luxemburgo.

"Tenho um novo treinador e estou trabalhando duro. Não há garantia de resultados, mas quero me esforçar e fazer o que puder. Sinto que terminei bem a temporada, então quero manter  esse embalo para 2019", comenta a ex-top 5, que fez três exibições no Havaí no último fim de semana e conseguiu duas vitórias contra Garbiñe Muguruza e Coco Vandeweghe antes de perder para a número 12 do mundo Elise Mertens.

Com muitas mudanças de técnico ao longo de sua carreira profissional, Bouchard acredita que isso acabou influenciando seu estilo de jogo negativamente. "Às vezes sinto que me confundi com o meu jogo. Tive algumas mudanças de treinador, senti pressão por causa dos resultados, tive algumas lesões e senti que não era sempre fiel ao meu jogo".

"Gosto de ser agressiva e de assumir o controle dos pontos, mas nos últimos anos eu não estava conseguindo fazer isso. Era importante que eu me concentrasse realmente em jogar da melhor maneira para mim. E isso é ser aquela jogadora agressiva do fundo de quadra, mas também tendo consistência e sempre tentando tirar tempo das minhas adversárias. Voltando ao básico é como eu jogo o meu melhor".

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