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Federer: 'Quero deixar circuito por vontade própria'
11/01/2019 às 14h48

Federer não supervaloriza o momento de parar

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Em um dia no qual o assunto principal é a aposentadoria do britânico Andy Murray, que ainda não conseguiu se recuperar integralmente após a cirurgia no quadril feita no ano passado e deve parar em Wimbledon, declarações recentes do suíço Roger Federer em entrevista à CNN acabam ganhando um peso diferente.

Novamente abordando sua despedida das quadras, o tenista de 37 anos garante que não será algo planejado com muita antecedência pode nem mesmo ter um torneio em especial para acontecer. A única coisa que ele espera é poder deixar o esporte estando saudável e não forçado a parar como deve acontecer com Murray.

“Espero não terminar a carreira por causa de lesão, tive esse medo alguns anos atrás com o meu joelho, mas consegui voltar depois. Quero deixar o circuito por vontade própria. Não tenho um torneio em mente e já pensei nisso: qual seria esse lugar? Mas é uma questão de como está o corpo, a família, a cabeça”, declarou o atleta da Basileia.

“Talvez um dia eu acorde e veja que é o fim ou que jogarei apenas mais uns torneios até parar. Uma coisa que Stefan Edberg me disse: ‘Não anuncie que haverá uma temporada a mais, eu fiz isso e não recomendo’”, contou Federer aos risos.

O suíço explicou que não superestima o momento de parar e nem imagina que precise sair totalmente por cima. “Não tenho o sonho de precisar conquistar mais um título para poder parar. Há sim uma expectativa que tudo termine de maneira perfeita, mas não penso assim. Talvez Wimbledon seja um torneio especial para isso, mas há também alguns outros”, observou o número 3 do mundo.

“Poderia ter feito isso depois de vencer o Australian Open (2017), batendo Rafa (Nadal) na final, mas não foi uma coisa que passou na minha cabeça. Na entrevista coletiva me perguntaram sobre isso e disse que não, mas fiquei me questionando depois se não deveria ter pensando”, ironizou o suíço.

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