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Sobrevivente, Kvitova celebra sua 'segunda carreira'
22/01/2019 às 13h34

Kvitova chegou a ficar seis meses sem jogar após cirurgia na mão

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Semifinalista do Australian Open, Petra Kvitova classifica o ótimo momento no circuito como uma "segunda carreira". Bicampeã de Wimbledon nos anos de 2011 e 2014, a canhota tcheca quase teve que parar de jogar depois de um incidente ocorrido no fim de 2016, quando sofreu graves ferimentos por faca na mão esquerda depois de um assalto em sua casa. Até por isso, a jogadora de 28 anos se emociona ao recordar o ocorrido.

"Estou chamando isso de minha segunda carreira. Então é a primeira semifinal da segunda carreira. Eu não jogava tão bem em um Grand Slam há muito tempo, e desta vez é diferente", disse Kvitova, que ficou sem jogar durante todo o primeiro semestre de 2017, por conta do longo processo de recuperação das cirurgias que fez para recuperar os movimentos.

Kvitova já havia se emocionado dentro de quadra, quando conversou com o ex-número 1 Jim Courier após a vitória por 6/1 e 6/4 sobre a australiana Ashleigh Barty. Aos jornalistas, a tcheca falou sobre os objetivos de retomar o alto nível na carreira. "Foi uma mistura de emoções depois de tudo que passei. Eu sempre quis voltar a jogar no nível mais alto possível e competir contra as melhores, jogar os Grand Slam e chegar longe neles, o que está acontecendo. Isso me levou um pouco às lágrimas".

Desde sua volta às quadras, Kvitova tinha como melhor resultado em Grand Slam a chegada às quartas de final do US Open em 2017. No ano passado, ela não passou da terceira rodada em nenhum Grand Slam e falou sobre o desafio de lidar mentalmente nessas partidas. "Eu estava nervosa hoje. Sabia que seria um jogo difícil. Joguei contra ela na final de Sydney. Eu estava nervosa durante o torneio, especialmente na primeira rodada, e nas oitavas quando joguei contra a Anisimova também.

"Às vezes quando estou nervosa, eu só preciso de um bom aquecimento jogar bem desde o primeiro ponto, como eu fiz hoje também. Isso foi importante. Eu me senti mais relaxada depois", complementou a jogadora de 28 anos, que disputará sua sexta semifinal de Grand Slam na carreira e enfrentará a norte-americana Danielle Collins, 35ª do ranking.

Kvitova é uma das quatro candidatas ao posto de número 1 do mundo depois do torneio. Com a vaga na semi, ela já garantiu que irá ultrapassar a atual líder Simona Halep, mas ela ainda pode ser alcançada por Naomi Osaka, Elina Svitolina e Karolina Pliskova.

"Eu não estou olhando tanto para o ranking. Na verdade, é a primeira vez que estou ouvindo isso. Eu realmente não me importo, para ser honesta. Eu estou no torneio, em um Grand Slam. Eu não acho que haja espaço aqui (apontando para a cabeça) para pensar sobre isso. Na próxima partida, vou jogar contra a Danielle na semifinal. Isso é o que importa agora".

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