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Collins: 'Não sabia se conseguiria jogar profissional'
23/01/2019 às 03h08

Collins só entrou de vez no circuito após se formar na universidade

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Principal surpresa da chave feminina desta Australian Open, a norte-americana Danielle Collins é a única das quatro semifinalistas que não figura entre as principais favoritas, mas para chegar tão longe ela fez por merecer, derrubando três cabeças de chave pelo caminho, entre elas a atual número 2 do mundo, a alemã Angelique Kerber.

Nascida na Flórida, a tenista de 25 anos traçou um caminho pouco comum, optou primeiro por se formar na faculdade, jogando apenas no tênis universitário. Ela cursou e se formou na Universidade da Virgínia, em 2016, saindo com diploma em estudos de mídia e um mestrado em negócios. Três anos depois, está na primeira semifinal de Grand Slam da carreira.

"É um pouco novo para mim", disse Collins quando perguntada sobre a participação nos Slam. A atual 35 do mundo garante não ter se arrependido de colocar os estudos como prioridade. “Eu não era uma criança prodígio e por isso segui um caminho diferente. Não tinha certeza se conseguiria jogar tênis profissional quando tivesse essa idade”, explicou a norte-americana.

Sua vítima mais recente foi a russa Anastasia Pavlyuchenkova, vencendo mesmo após ter perdido o primeiro set. “Eu sabia que ela estava nervosa e notei que estava se caindo fisicamente. Decidi que iria jogar alguns pontos longos, estender alguns ralis e só ir para a bola na hora certa”, observou Collins, que agora terá pela frente a tcheca Petra Kvitova, dona de duas taças de Wimbledon

“Tivemos uma grande batalha algumas semanas atrás, uma das melhores partidas que já joguei, mesmo sem vencer. Então posso dizer que estou familiarizada com seu jogo”, comentou a norte-americana, que perdeu para Kvitova em Brisbane, no começo do ano, em jogo de três sets e dois tiebreaks. “Acompanho sua carreira e sei que Petra é uma grande campeã e passou já por muita coisa”, encerrou.

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