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Collins celebra semi, mas reprova fechamento do teto
24/01/2019 às 10h15

Depois que o teto foi fechado, Collins venceu apenas mais dois games

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Depois de fazer a melhor participação de sua carreira em um Grand Slam, Danielle Collins acredita que pode tirar coisas positivas das duas semanas em Melbourne. A norte-americana de 25 anos nunca havia vencido um jogo sequer em Slam antes da campanha até a semifinal do Australian Opne. Ela também reconheceu a superioridade de Petra Kvitova no confronto.

"Aprendi que a experiência ainda faz a diferença no tênis. Petra é uma campeã incrível. Eu acho que há muito o que aprender com o que ela faz na quadra. Eu acho que ela jogou um tênis sem medo, então eu tenho que dar todo o crédito para ela", disse Collins, após a derrota por 7/6 (7-2) e 6/0 para Kvitova nesta quinta-feira.

Quero dizer, esta foi minha primeira semifinal de um Grand Slam, e foi a primeira vez que joguei a chave principal aqui na Austrália. Então é meio que me mostrou, não importa qual seja a situação, eu posso lidar com isso muito bem e jogar o meu melhor tênis em situações importantes", acrescenta a norte-americana, que chegou a derrotar nomes como Julia Goerges e Angelique Kerber.

O que desagradou Collins foi a decisão da organização do torneio de fechar o teto da Rod Laver Arena para aplicar a política do calor extremo. A medida foi tomada quando o primeiro set estava empatado por 4/4. "Acho que não importa qual seja a situação, se está realmente quente, eles precisam terminar a partida do jeito que começou. Acho que isso certamente mudou um pouco o ritmo da partida".

"Mas, novamente, essa é a decisão que eles tomaram, e ela jogou muito bem. Acho que este provavelmente deveria ser o foco da conversa. Honestamente eu gosto de jogar no calor. Eu cresci na Flórida e estou acostumada a ser muito quente o tempo todo. Tênis indoor é um jogo diferente. Certamente teve seu efeito", comenta a norte-americana, que só venceu dois games após a interrupção.

Vinda do tênis universitário, a norte-americana de 25 anos só passou a disputar o circuito depois de se formar na Universidade da Virgínia em 2016, saindo com diploma em estudos de mídia e um mestrado em negócios. "É um pouco diferente de um jogo da faculdade. É bom quando você pode ter uma equipe de pessoas ao seu redor que está sempre te ajudando e apoiando. Eu meio que gosto disso. Sinto falta da minha equipe que tive durante a faculdade, mas é uma experiência nova para mim estar no circuito sozinha".

Atual número 35 do mundo, Collins deverá ter o melhor ranking da carreira após o Australian Open e entrar no grupo das 30 melhores jogadoras. A norte-americana tem como principal conquista um título no WTA de 125k de Newport Beach, no ano passado, mas subiu muito no ranking ao longo da última temporada por conta das semifinais em Miami e San José e das oitavas em Indian Wells, passando por nomes como Victoria Azarenka, Madison Keys e Venuns Williams nesses torneios.

Acho que no ano passado eu fiz um ótimo trabalho mostrando às pessoas em Miami e Indian Wells, San Jose e em muitos torneios que eu posso jogar nesse nível", disse Collins, que subiu do 167º para o 36º lugar do ranking em 2018. "Acho que justifiquei isso. Talvez algumas pessoas achassem que eu era uma 'one-hit wonder', que eu era um acaso, mas nada disso foi por acaso".

"Eu acho que há muitas coisas boas para evoluir. Tive uma ótima experiência de aprendizado durante todo o torneio, e especialmente hoje. Estou muito empolgada por meu sucesso ser reconhecida e continuar jogando nos maiores palcos e contra as melhores oponentes do mundo".

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