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Pliskova sai positiva: 'Foi um bom começo de ano'
24/01/2019 às 15h45

Pliskova venceu dez jogos seguidos antes da derrota para Osaka na semi

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Ainda que Karolina Pliskova tenha adiado o sonho de conquistar seu primeiro Grand Slam e de voltar à liderança do ranking mundial, o fim de sua participação no Australian Open não é motivo apenas para lamentações. Campeã em Brisbane na primeira semana da temporada e com a melhor campanha da carreira em Melbourne, a tcheca venceu dez dos onze primeiros jogos que fez em 2019 e pensa positivo para o restante do ano.

"É claro que depois de cada perda, você fica desapontada, especialmente se for um jogo tão equilibrado. Mas por outro lado é o meu melhor começo de temporada na minha vida, então eu não quero ser tão negativa assim. Sei que a temporada é longa e tudo pode acontecer.

"Mesmo se eu perdesse aqui mais cedo, ontem por exemplo, ainda é um bom começo para mim", explica a tcheca, que salvou quatro match points na vitória sobre Serena Wiliams na rodada anterior. "Obviamente, eu queria estar na final, mas só podem haver apenas duas jogadoras. Eu vou ter uma chance nos próximo Grand Slam, com certeza".

"Estou me sentindo muito bem com meu jogo, com meu time. Tudo estava funcionando o que fizemos juntos, então não há razão para ficar desapontada", acrescenta a jogadora de 26 anos, que aposta em uma dupla de treinadoras para esta temporada, a espanhola Conchita Martínez e da australiana Rennae Stubbs.

A respeito da partida contra Osaka, Pliskova citou o alto nível de sua adversária e lamentou as chances perdidas. "Ela jogou uma partida inacreditável. Para ser sincera, talvez seja a melhor da vida dela. Não acho que ela possa repetir um jogo assim, com aquela quantidade de winners (53) e tão poucos erros (30)".

"Eu estava apenas lutando, esperando por alguns erros, esperando que meus golpes fossem agressivos. Pude levar o jogo para o terceiro set e tive alguns break points, mas não consegui. Ela sacou incrivelmente bem hoje", comenta a jogadora tcheca, que teve quatro break points no set decisivo, três deles logo no primeiro game de saque de Osaka na parcial.

A rodada das semifinais também foi dura porque Pliskova não teve um dia de descanso em relação à fase anterior do torneio. "Com certeza, se houvesse um dia entre esses dois jogos, seria útil para mim. Não só porque o jogo de ontem foi difícil, mas também porque foi emocionalmente muito duro".

"Eu estava perdendo um pouco de energia hoje também, fazia todo o possível, mas ainda faltava um pouco aqui e ali. Normalmente gosto de jogar em dois ou três dias seguidos. Neste tipo de fase do torneio, quando você chega longe, muitas coisas acontecem. Eu fiz quase 15 jogos nas últimas três semanas. Isso é muito. Talvez esse dia ajudaria".

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