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Kvitova e Osaka lutam por título inédito e número 1
25/01/2019 às 11h17

Osaka era apenas 72ª do ranking há um ano. Agora, está a uma vitória do número 1

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Muita coisa está em jogo na final feminina do Australian Open, entre Petra Kvitova e Naomi Osaka. A tcheca e a japonesa se enfrentam pela primeira vez no circuito a partir das 6h30 (de Brasília) deste sábado. Quem vencer, além de conquistar um título inédito, sairá de Melbourne na liderança do ranking mundial.

Tanto Kvitova quanto Osaka já tiveram a oportunidade de conqusitar títulos de Grand Slam e sempre venceram as finais que disputaram. Elas fazem parte do atual grupo com 15 campeãs de Slam em atividade no circuito feminino. A canhota tcheca de 28 anos foi bicampeã de Wimbledon nos anos de 2011 e 2014, enquanto a jovem japonesa de 21 anos venceu o US Open na temporada passada.

A vencedora partida irá se tornar a 26ª mulher a alcançar o topo do ranking mundial. Atual número 6 do mundo, Kvitova chegou a ocupar a segunda colocação em outubro de 2011. Já Osaka aparece atualmente com a melhor marca da carreira, no quarto lugar do ranking. A jovem japonesa certamente terminará o torneio com o melhor raking da história do país, considerando homens e mulheres. Há um ano, as duas jogadoras apareciam ainda distante das primeiras posições, Kvitova era a 29ª colocada e Osaka aparecia apenas no 72º lugar do ranking.

Kvitova busca o terceiro Grand Slam da carreira, o primeiro após a volta às quadras (Foto: Ben Solomon/Tennis Australia)

Para Kvitova, a campanha até a final em Melbourne é a melhor em um Grand Slam na segunda fase de sua carreira. A canhota tcheca corria o risco de parar de jogar depois de sofrer graves ferimentos por faca na mão esquerda durante um assalto em sua casa no fim de 2016. Ela ficou afastada do circuito durante seis meses e conquistou seis novos títulos de WTA, mas não vinha tão bem nos Grand Slam a chegada às quartas no US Open de 2017. A última jogadora tcheca a conquistar o Australian Open foi Hana Mandlikova, ainda pela antiga Tchecoslováquia, em 1987.

Osaka, por sua vez, tentará repetir um feito da norte-americana Jennifer Capriati, que em 2001 foi a última a vencer seu segundo Grand Slam logo no torneio seguinte ao de sua primeira conquista. A única japonesa campeã de Grand Slam também pode se tornar a 11ª jogadora a vencer de maneira consecutiva o US Open e o Australian Open.

No circuito da WTA, Kvitova acumula 26 títulos na carreira. Ela começou o ano com onze vitórias consecutivas e foi campeã em Sydney na semana anterior à do primeiro Grand Slam de 2019. A tcheca tem um ótimo desempenho em finais, saindo com o vice em apenas sete oportunidades no circuito. Sete anos mais jovem, Osaka disputará sua quinta final e possui dois títulos. Além da conquista em Nova York, ela também venceu o Premier de Indian Wells.

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