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Carol celebra invencibilidade após 4 vitórias na Fed
10/02/2019 às 11h38

A número 2 do Brasil venceu todos os quatro jogos que fez na semana pela Fed Cup

Foto: Sergio Llamera/ITF

Medellín (Colômbia) - Destaque na campanha brasileira para o título do Zonal Americano I da Fed Cup, Carolina Meligeni Alves venceu todos os quatro jogos que fez na semana em Medellín, na Colômbia, e foi fundamental para as vitórias brasileiras contra Chile, Argentina e na final contra o Paraguai. A jogadora de 22 anos foi convocada para o time apenas pela segunda vez na carreira e celebrou sua invencibilidade.

"Estou muito feliz de jogar pela primeira vez simples em uma Fed Cup, só tinha jogado dupla em outra ocasião. Foi meu debute e não esperava sair invicta", disse Carol Meligeni Alves, que perdeu apenas um set nos quatro jogos que fez. "Foi uma semana de ótimas sensações e experiências. É muito lindo jogar pelo Brasil".

Sobrinha do ex-jogador profissional Fernando Meligeni, Carol aparece nesta semana com o melhor ranking da carreira, ao ocupar o 347º lugar. Anteriormente, a paulista de Campinas e que treina na Argentina só havia disputado a Fed Cup 2017. Na ocasião, ela só foi escalada para um jogo de duplas ao lado de Luisa Stefani, em uma série que já estava definida a favor da Colômbia contra a equipe brasileira.

"Acho que nosso time merecia muito. Estávamos unidas desde o começo e sabíamos que seria duro. Tínhamos um grupo difícil aqui e jogar na altitude é complicado, já eu não treino na altitude. Mas deu para nos adaptarmos bem", comenta a jogadora de 22 anos, sobre as difíceis condições de atuar a 2.130 metros acima do nível do mar durante a semana na Colômbia.

A respeito da vitória por 6/3 e 6/2 sobre a paraguaia Monserrat González, Carol acredita que o jogo foi mais difícil que o placar sugere. "O resultado foi um pouco mentiroso, não foi tão confortável. Quase todos os games foram equilibrados. Nunca tinha conseguido ganhar da Montserrat. Há sempre um nervosismo por ser a final, minha primeira final de Fed Cup. Estou muito feliz por ter conseguido lidar bem com a tensão e com a situação e poder jogar solta e inteligente taticamente e poder dar o primeiro ponto ao Brasil".

"Foi uma semana bem dura, foram quatro confrontos bem difíceis", afirmou a número 1 do Brasil e 172ª do ranking. "Eu sabia que as duas jogadoras do Paraguai eram muito boas e neste ano nós entramos com a Carol, que está muito sólida e mostrou um bom nível de tênis nas últimas partidas e sempre pude entrar com um ponto acima e me deixou mais tranquila e solta para jogar a simples, diferente do ano passado quando eu estava um pouco mais pressionada".

"Eu e a Luisa também jogamos bem as duplas e decidimos dois confrontos. Mas o que mais contou foi nossa energia, união e amizade fora de quadra, que fez tudo fluir mais fácil", complementou a paulistana de 22 anos, que venceu três partidas de duplas ao lado de Luisa Stefani, sendo duas delas decisivas para fechar os confrontos contra Porto Rico e Argentina durante a fase de grupos.

"A semana foi ótima, crescemos a cada dia e isso fez a diferença hoje", acrescentou Stefani. "Estávamos muito unidas, tanto as jogadoras como equipe técnica. Viemos com um objetivo, ainda mais numa final contra o Paraguai, para quem perdemos na decisão do ano passado. Agora estamos no playoff e vamos esperar para ver, mas é muito boa essa sensação", avaliou a jovem de 21 anos e melhor duplista do país, no 163º lugar.

Jogadora mais experiente da equipe aos 25 anos, a gaúcha Gabriela Cé não chegou a entrar em quadra em 2019, mas teve sua sétima convocação e jogou nos últimos cinco anos. "Esse com certeza foi o time de Fed Cup mais unido que eu já participei e, com certeza, isso foi umas das razões pela qual saímos com o resultado máximo", comenta Cé, que tem cinco vitórias e três derrotas em simples pela Fed Cup. "Nós somos muito amigas e verdadeiras e, independentemente, de quem esteja fora ou dentro da quadra, na hora da adversidade acreditamos muito na nossa troca de energia mútua para sair com o resultado positivo".

O time brasileiro em Medellín contou com Beatriz Haddad Maia, Carolina Meligeni Alves, Luisa Stefani e Gabriela Cé. Também viajou junto com a equipe a jovem paulista Thaísa Pedretti. A capitã é a experiente treinadora Roberta Burzagli, que assume o cargo a partir desta temporada. A delegação ainda contou com o auxiliar técnico Luiz Peniza, o preparador físico Miguel Cantori, o fisioterapeuta Paulo Roberto Cerutti e o chefe de delegação Eduardo Nunes, além do presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Rafael Westrupp, e de Thomaz Koch, que acompanharam o duelo contra a Argentina e a final diante do Paraguai.

Com o título da seletiva continental, o Brasil disputará os playoffs do Grupo Mundial II da Fed Cup entre os dias 20 e 21 de abril. A próxima fase terá oito países. Quatro deles são os que perderem seus confrontos disputados neste fim de semana pela divisão de acesso. Já as outras quatro vagas virão das nações que vencerem as seletivas continentais, sendo Brasil, Cazaquistão, Grã-Bretanha e Rússia.

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