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Jogadoras experientes dão conselhos a Osaka
20/02/2019 às 14h16

Kvitova diz se identificar com a situação da japonesa

Foto: Divulgação

Dubai (Emirados Árabes) - Depois de ser eliminada na estreia do WTA Premier de Dubai, a nova número 1 do mundo Naomi Osaka declarou que tem sido difícil lidar emocionalmente com o favoritismo e o aumento das expectativas sobre ela. Até por isso, algumas jogadoras mais experientes do circuito, como Petra Kvitova, Simona Halep e Karolina Pliskova comentaram sobre a situação da jovem japonesa de 21 anos e compartilharam um pouco de suas experiências.

Kvitova tinha os mesmos 21 anos quando conquistou seu primeiro título de Grand Slam, na grama de Wimbledon em 2011. A tcheca até se compara com Osaka por conta da personalidade mais reservada. "Ela é meio tímida, provavelmente como eu era na idade dela", disse a atual número 4 do mundo. "Foi muito difícil para mim e eu entendo totalmente a Naomi. Ela só precisa de tempo. Acho que ela só precisa seguir a vida e ganhar experiências. Ela ficará bem".

"Você entra em quadra sabendo que é favorita em todos os jogos. Cada jogadora do outro lado quer ganhar de você. Ela é número 1, vencedora do Grand Slam, todo mundo só quer bater nela. É assim que as jogadoras estão pensando. Eu me lembro quando eu era jovem, eu tinha a mesma mentalidade. É assim que as coisas são", comenta a jogadora de 28 anos.

"Levou três anos para eu ganhar outro Grand Slam. Eu ainda estava no Top 10, mas não conseguia vencer nos grandes palcos", recorda a tcheca, que conquistou seu segundo título de Wimbledon na temporada 2014. Posteriormente, ela só voltaria à uma final de Grand Slam em janeiro deste ano, quando perdeu para a própria Osaka na Austrália.

A também tcheca Karolina Pliskova, ex-número 1 do mundo, mas que ainda não conquistou um Grand Slam, pensa parecido. "Ela jogou muito bem para ganhar dois Grand Slam e ser a número 1 do mundo. Mas agora todos esperam que ela ganhe todas as suas partidas, porque ela é a melhor. Acho que ela estava lidando bem com a pressão, mas talvez por estar aqui na Ásia e este ser o primeiro torneio que ela jogou, ela pode precisar de mais algumas partidas para se sentir melhor".

Já Simona Halep foi um pouco mais econômica nas palavras e destacou a experiência que ela vivia dentro de seu próprio país quando começou a se destacar. "Ninguém teve o que eu tive na Romênia. Pude ser forte forte e resistir a essas coisas. Mas em 2014 foi pior, e também no ano seguinte. Agora estou me sentindo bem", completa a romena, que debutou no top 10 em janeiro de 2014 e terminou aquele ano como número 3 do mundo.

"Ela não jogava desde Melbourne e ganhou um título muito grande. É normal ter uma ou outra derrota depois. Mas ela vai voltar mais forte. Se ela perdeu um jogo, não significa que ela vá perder sempre. Ela tem que relaxar", ponderou a jogadora de 27 anos.

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