Notícias | Dia a dia
Sensação do Rio Open, canadense não se põe limites
21/02/2019 às 07h20

Aliassime entrará no top 100 com a campanha no Rio

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Com apenas 18 anos, Felix Auger Aliassime é apontado como uma das promessas do tênis mundial já há alguns anos, mas seu desabrochar parece ter ficado guardado para o Rio Open deste ano. Ele vem sendo a sensação do torneio, já derrubou o italiano Fabio Fognini, cabeça de chave número 2, garantiu sua melhor campanha da carreira em nível ATP e também um lugar no top 100.

Apesar de todos esses feitos, o jovem canadense mantém o pé no chão, afirma que sua principal meta não é alcançar números e sim treinar para ser um jogador melhor a cada dia. Isso, contudo, não o impede de sonhar alto: “Meus sonhos são vencer os principais torneios, vencer os Grand Slam e quem sabe chegar a ser número 1”, afirma o tenista.

Confiante de seu potencial, Aliassime não se põe limites e com seu estilo focado e ao mesmo tempo despojado vai conquistando o coração do público. Na vitória desta quarta-feira sobre o chileno Christian Garin ele comemorou a vaga nas quartas de final vestindo a camisa da seleção brasileira, trazendo de vez a torcida para um dos mais promissores atletas da Next Gen.

“Um amigo me deu essa camisa hoje e usei-a para agradecer o público local por seu apoio. Gosto muito de futebol, como muita gente”, explicou o canadense logo após o jogo. Ele ainda destacou alguns jogadores brasileiros entre os seus favoritos, começou a lista com Neymar e ainda falou em Thiago Silva e Daniel Alves. “É um prazer ver os jogos do Brasil”.

Veja o que Aliassime falou em entrevista exclusiva para o Tenisbrasil:

O Canadá está com uma boa leva de jovens principalmente você e Shapovalov. Qual a importância que Raonic teve para vocês

Foi muito bom termos Raonic porque ele foi meio que o primeiro a fazer tudo no tênis canadense em termos de resultados em Grand Slam e ranking. Isso serviu de exemplo para tenistas como Denis e eu, assim como para vários outros juvenis com os quais joguei, mostrando que podíamos nos tornar profissionais. Não temos tantos nomes como os norte-americanos, mas acredito que temos qualidade oriunda do nosso programa e dos nossos treinadores, que cada vez produz melhores jogadores.

Como você vê essa leva de jogadores jovens como Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas tendo sucesso no circuito?

Você vê esses jogadores indo bem e batendo grandes nomes e se pergunta: 'por que não eu'? Dá para acreditar que sua chance virá um dia, basta manter o foco no que é preciso fazer. Não podemos esquecer que Zverev e Tsitsipas são mais velhos que eu. Todos têm suas chances e trabalho duro para que as minhas venham, mas não me comparo muito com os demais jovens.

Você é um fã de hockey, um esporte que é o principal no Canadá, e por isso a federação local tem feito campanhas para tentar atrair cada vez mais crianças. Qual sua opinião sobre isso?

Tudo começa aí, com essas questões de marketing e dá para ver os resultados. Tennis Canada tem mostrado números de como o esporte tem crescido nos últimos anos. Meu pai tem uma academia no Canadá e dá para ver que cada vez há mais crianças interessadas e acreditando que podem se tornar profissionais. Mas o hockey continua no topo.

Como estão suas metas para a temporada?

Não tenho muitas metas, o principal objetivo é evoluir jogo após jogo, semana após semana. Às vezes as pessoas se preocupam demais com os resultados. Meu foco principal neste ano é evoluir meu jogo em todos os aspectos. Se fizer as coisas direitos bons resultados virão.

Quais são seus sonhos dentro do tênis?

Meus sonhos são vencer os principais torneios, vencer os Grand Slam e quem sabe chegar a ser número 1, que seria o máximo de tudo, mas para chegar lá ainda há muitos degraus para subir. Estou focado no presente e não me coloco limites, toda partida que disputo tento dar o meu máximo, entro no torneio pensando que posso vencer cada partida e tento ir o mais longe possível.

Quem são os jogadores que te inspiraram e qual deles você acha que tem um jogo país parecido com o seu?

Acho que meu jogo parece um pouco com o de Tsonga, mas meu backhand é melhor. Ele é um modelo para mim desde criança, temos um estilo similar em termos de saque e forehand. Sempre gostei dele. Há outros jogadores, Djokovic é incrível e Nadal também, acho que qualquer grande jogador sirva de exemplo.

Você disse que não se coloca metas, mas chegar ao top 100 não é uma grande marca?

É um grande feito, mas no fim você não vai ser lembrado por ser um top 100. No ano passado já queria chagar nesse ranking, que me leva às chaves principais nos Gramd Slam, não consegui e também não perdi o sono pensando em chegar lá. Não me coloco pressão por isso e tudo acontecerá quando eu merecer.

Que jogadores te inspiraram a virar um tenista profissional?

Todos os clássicos, como Federer e Nadal, mas os que eu mais gostava de ver eram caras como Monfils e Tsonga, por causa de suas histórias de vida. Mas no fim das contas não tenho um ídolo em particular, quero apenas criar o meu próprio caminho.

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis