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Zwetsch: 'Acho que foi um final de ciclo natural'
22/02/2019 às 16h30

Zwetsch passou nove anos como capitão da Davis

Foto: Arquivo
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Após a derrota do Brasil frente à Bélgica pelo playoff do Grupo Mundial, o capitão João Zwetsch encerrou o seu ciclo domo comandante da equipe nacional. Ele ficou nove anos liderando o time na Copa Davis e teve como melhor resultado a classificação para a primeira rodada da elite da competição duas vezes, perdendo ambas fora de casa, a primeira para os Estados Unidos (2013) e a outra para a Argentina (2015).

“Foram anos importantes, teve uma luta paralela muito importante no sentido de reagrupar os principais jogadores do brasil em uma relação mais harmônica com a CBT. Nosso tênis tem muito a ganhar quando há uma integração entre sua maior entidade e seus atletas. Acho que foi um final de ciclo natural, tem outras pessoas capazes de entrar no meu lugar e dar sua contribuição para o tênis” observou o treinador gaúcho.

No período de sua capitania, Zwetsch destacou momentos como a vitória no playoff de 2014 contra a Espanha e contra a Colômbia, as duas em casa, e lamentou algumas derrotas. “Tivemos alguns confrontos que poderiam ser vitórias maiúsculas como contra a Rússia e os Estados Unidos fora de casa. Teve uma época mais competitiva que tínhamos o Thomaz em um bom momento e uma dupla muito forte com Marcelo e Bruno”, falou João.

Questionado sobre as escolhas feitas no confronto contra a Bélgica, escolhendo o saibro coberto da Arena Sabiá, em Uberlândia, o capitão brasileiro se defendeu explicando que a definição do local foi feita porque achava que seria o mais conveniente para enfrentar a Bélgica. “Sempre recebi as críticas de uma forma normal, sei que faz parte. Tento encontrar uma fórmula que todo mundo possa se sentir bem, procuramos um lugar onde todos já tivessem tido uma experiência legal. Gosto também de analisar a equipe adversária”.

Zwetsch ainda reclamou dos críticos de ocasião, aqueles que se pronunciaram apenas após a derrota. “Tenho um pouco de restrição de analisar depois do acontecido. Aí sempre tem algumas coisas que poderíamos fazer diferente, principalmente quando há uma derrota. Algumas definições temos que fazer um mês e meio antes do confronto”, se defendeu o treinador, que também falou sobre seus planos para o futuro.

“Vou continuar fazendo o que sempre fiz, sigo na Tennis Route, que graças a deus está dando muito certo, temos garotos bons como Thiago (Wild) e o (Gilbert) Klier para trabalhar nos próximos anos. Tenho também um plano de ajudar na CBT com a transição dos jovens”, finalizou o treinador gaúcho radicado no Rio de Janeiro.

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