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Bellucci: 'Torneio usa lei e não incentiva brasileiros'
24/02/2019 às 07h35

Bellucci manteve críticas aos convites do Brasil Open

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - A polêmica envolvendo os paulistas Thomaz Bellucci e Rogério Silva e o Brasil Open, que deu um dos seus três convites ao uruguaio Pablo Cuevas, tricampeão do torneio entre 2015 e 2017, ganhou mais um capítulo neste sábado após a derrota dos brasileiros na final de duplas do Rio Open, com o canhoto de Tietê lamentando mais uma vez a falta de apoio aos atletas da casa.

“Não temos nada pessoal contra ninguém, falamos isso mais pela questão do conceito. Essas empresas que promovem o torneio usam na maior parte a Lei de Incentivo, então têm é que incentivar o tênis brasileiro”, disparou o canhoto de Tietê. “É muito fácil criticar e não ajudar”, acrescentou Rogerinho.

As divergências entre organização do evento e os dois tenistas não impediu o Brasil Open de dá-los um convite para a chave de duplas e tampouco fez com que os jogadores deixassem de competir lá. “Não foi uma decisão fácil para nós jogar lá depois de tudo o que aconteceu. A gente é profissional e tem que jogar independente de quem estiver organizado”, falou Bellucci.

“Estamos jogando aonde nascemos e crescermos, vamos lá para dar o nosso melhor e não temos mais que ficar pensando sobre isso, é irrelevante agora”, completou o ex-número 21 do mundo, que defendeu sua tese de priorizar jogadores da casa mesmo em detrimento de nomes que já fizeram história no torneio com um caso próprio.

“No o ano passado pedi convite para Gstaad, onde fui campeão duas vezes e não me deram nem no quali”, falou Bellucci, que na final de duplas deste sábado acabou cometendo duas duplas faltas seguidas nos dois últimos pontos do jogo, deixando o título ficar nas mãos do chileno Nicolas Jarry e do argentino Maximos Gonzalez.

O paulista lamentou a situação e admitiu estar trabalhando no saque, que tem sido um ponto fraco ultimamente. “É uma sensação de frustração. O saque é uma coisa que tem me incomodado no último ano, baixei meu nível e tenho trabalhando bastante com meus treinadores nele. Espero que melhore. Nos dois últimos pontos eu poderia ter colocado o saque na quadra, só que o momento era difícil, ainda mais em um golpe no qual você está sem confiança”, finalizou.

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