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Rio Open diz que leis de incentivo são fundamentais
25/02/2019 às 18h00

Torneio carioca contou com pelo menos 50 mil visitantes durante a semana de disputa no Jockey Club Brasileiro

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Embora tenha conseguido liberar quase toda a verba captada pela Lei de Incentivo, o Rio Open ainda tem uma pequena parte bloqueada pela Secretaria Especial do Esporte, o que não foi empecilho para a realização do evento, que terminou neste domingo com a conquista do sérvio Laslo Djere para cima do promissor canadense Felix Auger Aliassime.

Diretor do ATP 500 carioca, Luiz Carvalho sabe da importância dessa verba, mas acredita que o torneio sobreviveria mesmo sem. “As leis de incentivo são parte vital da realização do evento, há anos com mais dificuldades e outros com menos. Trabalhamos com o que tem, se não tiver vamos ter que correr atrás. Até gora a gente não precisou. Hoje ainda não tenho essa solução”.

Também sobre usar leis de incentivo, Lui explica que o dinheiro captado não vai apenas para o torneio em si e acaba beneficiando uma série de atividades inclusivas durante a competição. “O evento não é apenas o que acontece na quadra central”, observou o responsável por comandar o torneio disputado no Jockey Club Brasileiro.

Anda lutando para tentar mudar o piso do torneio no futuro para quadra dura, o diretor do Rio Open fez um balanço positivo apesar dos problemas que enfrentou às vésperas de seu início. “Caiu uma tempestade no Rio 15 antes do torneio e isso afetou bastante. A área do boulevard ficou devastada e a quadra central ficou parecendo uma piscina olímpica”, lembrou.

“Causou bastante transtorno para o evento, mas ainda bem que não foi na semana do torneio”, complementou Lui, que soltou números prévios e revelou que a competição contou com um público superior a 50 mil durante a semana. “Sábado a quadra estava cheia como não via desde o período de Rafael Nadal”, falou o diretor do torneio, que destacou a importância dos brasileiros para chamar a torcida.

"A participação dos brasileiros foi bastante satisfatória, colocamos uma dupla de volta na final após cinco anos. Acho que eles foram melhor do que ano passado. Você coloca qualquer jogo de brasileiro e está sempre lotado, às vezes os bons jogadores não atraem nem metade do público", pontuou Lui, que não falou muito sobre a possibilidade do retorno da chave feminina ao Rio Open.

O mandatário do evento explicou que o contrato de cessão do WTA a Budapeste vence neste ano, mas só entre Wimbledon e o US Open que uma definição será tomada. “A até Bia fez um movimento com as meninas da Fed Cup pedindo a volta”, encerrou.

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