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Segredo do Canadá é investir em técnicos e tenistas
25/02/2019 às 20h00

Francês radicado no Canadá, técnico de Felix Auger Aliassime explica um pouco do sucesso do país

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Sensação do Rio Open, o canadense Felix Auger Aliassime não despontou para o tênis por acaso, um trabalho cada vez mais árduo da Tennis Canada, que vem aumentando os investimentos na formação de jovens jogadores, foi fundamental para que o tenista de apenas 18 anos chegasse a esse nível.

Francês radicado no Canadá, Guillaume Marx trabalhava para a federação de seu país antes de se mudar para a América do Norte, indo trabalhar com a federação canadense, que tem conseguido pouco a pouco introduzir o esporte em um país no qual o hóquei no gelo é disparado a modalidade mais popular, algo como o futebol no Brasil.

“Estamos tentando apenas criar um bom ambiente nos últimos anos, a federação investiu muitos recursos para criar um programa nacional, apoiando também individualmente os jogadores. O objeto é criar uma situação que favoreça a chance de o tenista conseguir chegar ao alto nível. Fizemos uma programação ambiciosa e investimos na infraestrutura”, explica Marx, um dos dois técnicos que acompanha Aliassime.

“Há recursos para viagens, para centros de treinamento, mas o principal é para os treinadores, que é uma parte muito importante, acompanhando as crianças de perto e desde cedo”, acrescentou o treinador francês, que destacou a importância do crescimento de recursos para conseguir fazer com que o tênis canadense continue a evoluir.

Marx explica que é preciso se estruturar para alcançar um bom nível e isso demanda tempo e dinheiro. “O Canadá é longe de tudo, temos seis meses de inverno e temos que viajar bastante, por isso é importante ter investimento para que os jogadores tenham chance”.

A figura de Milos Raonic, que obteve bastante sucesso no circuito, foi mais um ponto que ajudou a trazer mais crianças para o tênis. “Ele mostrou que era possível. Não temos muitos jogadores no Canadá, um país onde não há tanta gente jogando, antes tínhamos Milos e Vasek (Pospisil) e agora temos mais dois jovens jogadores Aliassime e (Denis Shapovalov), o que motiva bastante os mais novos e aumenta o interesse sobre o tênis, que cada vez mais aparece na TV’ analisou.

O treinador da federação canadense preferiu não fazer apostas para o futuro e sim pontuar jogadores que já estão no circuito e podem crescer. "Temos Brayden Schnur, de 23 anos e que fez final semanas atrás (em Nova York). Ele está perto de entrar pela primeira vez no top 100 e isso é importante para um país como o Canadá”, finalizou Marx.

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