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'Foi um drama bastante pesado', lamenta Trugelliti
26/02/2019 às 08h15

Trungelliti estreou com boa vitória no Ibirapuera

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação
Felipe Priante

São Paulo (SP) - O argentino Marco Trungelliti vive um momento delicado na carreira por causa de uma atitude louvável. Ele denunciou um integrante de uma máfia de apostas que tentou comprá-lo e a investigação deste caso acabou levando a nomes de compatriotas como ederico Coria, Nicolas Kicker e Patricio Heras, que acabaram punidos pela Unidade de Integridade no Tênis (TIU).

O clima ficou pesado com parte dos argentinos e Trungelliti mal conseguiu desempenhar um bom tênis no quali do ATP 250 de Buenos Aires. Ele então foi para Andorra, onde mora atualmente, e voltou a América do Sul há pouco para a disputa do Brasil Open, onde superou a estreia batendo o japonês Taro Daniel, oitavo pré-classificado.

“Estou muito contente que pude competir, pois na última vez que joguei estava com a cabeça meio avoada. Foi legal poder reencontrar a vontade de estar em quadra. O mais importante foi poder competir novamente com vontade e conseguir ser estável em uma partida que durou quase 3h”, comemorou o argentino, que lembrou dos maus momentos passados recentemente.

“Foi um drama bastante pesado. Sinto que tirei um peso das minhas costas. Tenho agora que me preocupar em fazer a minha parte”, observou Trugelliti, que vê uma certa inversão de valores nos quais os culpados acabam sendo vistos como inocentes e vice-versa. “É muito simples, se você está arranjando resultados está fazendo algo errado”, resumiu.

Na segunda rodada, ele enfrentará o vencedor do duelo entre o sueco Elias Ymer e o paranaense Thiago Wild. “Ymer eu conheço porque já enfrentei uma vez em Istambul, mas o brasileiro eu não sei como joga. De qualquer forma acompanharei o jogo deles amanhã (terça-feira), pois esse é o meu trabalho e tenho que me preparar”, encerrou o tenista de 29 anos e atual 121 do mundo.

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