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Bia derruba a nº 4 do mundo em sua maior vitória
27/02/2019 às 20h36

Bia conseguiu a principal vitória de uma brasileira em 30 anos

Foto: Arquivo

Acapulco (México) - Pela primeira vez em sua carreira profissional, Beatriz Haddad Maia comemorou uma vitória contra uma das dez melhores jogadoras do mundo. A número 1 do Brasil e 172ª colocada no ranking da WTA surpreendeu a norte-americana Sloane Stephens, quarta colocada no ranking e campeã do US Open em 2017, por duplo 6/3 em 1h18 para chegar às quartas de final do WTA de Acapulco, disputado em quadras de piso duro.

Até então, a maior vitória da carreira de Bia Haddad Maia havia acontecido em maio de 2017 contra a australiana Samantha Stosur, ex-top 5 e então 19ª colocada no saibro de Praga, na República Tcheca. A canhota paulista já havia desafiado adversárias do top 10 como Jelena Ostapenko (duas vezes), Karolina Pliskova, Garbiñe Muguruza, Simona Halep e Angelique Kerber, antes de enfim conseguir superar Stephens.

A campanha até as quartas de final em Acapulco faz com que Bia receba 60 pontos no ranking. A paulistana veio do quali e ganha outros 18 pontos, em uma semana que ela tinha 30 a defender por ter chegado às oitavas de final no torneio do ano passado. Dessa forma, Bia se aproxima do grupo das 150 melhores do mundo e ainda segue distante de seu recorde pessoal, que foi o 58º lugar, alcançado em setembro de 2017 e igualado em fevereiro do ano passado.

A adversária de Bia nas quartas de final virá da partida entre a porto-riquenha Monica Puig, 58ª do ranking, e a 65ª colocada chinesa Yafan Wang. Uma possível vaga na semifinal vale 110 pontos no ranking da WTA, com possibilidade de 180 para a vice-campeã e 280 em caso de título. A brasileira já chegou a disputar uma final no piso duro de Seul em 2017, mas perdeu para Jelena Ostapenko em três sets.

De uma só vez, Bia colocou fim a dois jejuns de grandes vitórias do tênis feminino brasileiro que já duravam quase trinta anos. A última vez que uma jogadora nacional havia superado uma top 10 havia em julho de 1989, quando Andrea Vieira derrotou a décima colocada Conchita Martinez no saibro francês de Arcachon. Dadá Vieira também era responsável pela última vitória brasileira sobre top 5, ao derrotar a tcheca Helena Sukova, então número 5, em maio do mesmo ano, no saibro de Hamburgo.

Embora tenha sido quebrada ainda no game de abertura, Bia deu a resposta de imediato a Stephens, em um começo de jogo com ambas as jogadoras enfrentando dificuldades com o vento em quadra. Aos poucos, as sacadoras encontravam o melhor ritmo para confirmar seus games, embora os erros não-forçados ainda fossem frequentes.

Bia aproveitou a chance que teve no sexto game da partida, quando Stephens teve um game muito ruim e conseguiu uma nova quebra que foi decisiva para o andamento do set. A paulistana chegou a enfrentar um break point no game seguinte, mas fechou a porta com ótimo saque e também foi muito firme no serviço no momento de fechar a parcial. Ao fim do set, Stephens liderava nos winners por 6 a 4, mas também cometeu 16 erros não-forçados contra 12 da brasileira.

A confiança de Bia Haddad Maia ficou ainda maior depois que ela conseguiu uma quebra no início do segundo set. Enquanto a brasileira errava cada vez menos do fundo de quadra, Stephens seguia em uma jornada pouco inspirada, acumulando erros e duplas-faltas. A norte-americana voltaria a se complicar no sétimo game, quando já perdia por 4/2, mas escapou de dois break points. Pouco depois, Bia levantou um 0-30 para confirmar o saque e ficar a um game da vitória e voltou a quebrar o saque de Stephens para chegar ao maior resultado da carreira.

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