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Casamento pausará dupla de Demo no US Open
01/03/2019 às 08h00

Demoliner e Nielsen esperam principalmente pela grama

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Jogando fixamente com o dinamarquês Frederik Nielsen desde o Australian Open, onde foram até as oitavas de final, o gaúcho Marcelo Demoliner já traça planos para a temporada da dupla, embora seu companheiro não seja muito afeito a colocar metas. Eles estão aproveitando agora a temporada de saibro na América do Sul não apenas para melhorar o entrosamento, mas também para acertar os detalhes para os torneios preparatórios para Roland Garros.

Contudo, o principal objetivo dos dois é a curta temporada de grama, piso favorito de Demoliner e no qual ele venceu seu primeiro ATP, ano passado em Antalya. Nesta superfície foi também na qual seu parceiro obteve a maior conquista da carreira, erguendo o título de Wimbledon em 2012 com o britânico Jonathan Marray.

“Wimbledon é meu torneio favorito e a expectativa para a grama é muito boa, mas temos primeiro que pensar no agora e em fazer muitos pontos”, disse o atual 58º no ranking de duplas, que depois de disputar o tradicional Grand Slam londrino fará uma pausa forçada na parceria com Nielsen. "Decidimos jogar até Wimbledon, porque ele marcou o casamento na data do US Open e já me liberou para procurar alguém", contou Demo.

Querendo voltar ao top 50 e sonhando em superar a melhor marca, tendo já sido o 34º do mundo, Demoliner espera voltar a vencer um título de ATP neste ano. Outra batalha que ele revelou estar travando é por um convite no Masters 1000 de Miami, como aconteceu em 2018, aproveitando que o patrocinador principal do torneio é o banco brasileiro Itaú.

Veja a entrevista completa com o duplista gaúcho de 30 anos:

Como surgiu essa parceria com o Nielsen?

A gente se conhece do circuito faz tempo, jogamos um torneio juntos alguns anos atrás. Estava jogando com Santiago Gonzalez no ano passado. Mas, como perdi um pouco de ranking, a combinação não dava para entrar nos torneios do começo do ano. Ele optou por jogar com outro parceiro para conseguir entrar. Eu estava nessa situação também. Comecei com Nielsen na Austrália, fizemos uma boa campanha e decidimos jogar até Wimbledon, porque ele marcou o casamento na data do US Open e já me liberou para procurar alguém. Estamos com uma química boa, jogando legal e a expectativa está boa.

E você ficou sabendo quando desse casamento?

Foi quase agora, semana retrasada. Ele falou: “Acabei de descobrir que fiz uma besteira e marquei meu casamento na semana do US Open. Achei que ia ser na semana anterior e calculei errado e agora já era”. Tudo bem, é uma coisa que faz parte e espero que façamos um grande semestre e que depois que ele case a gente volte a jogar.

Quais as sensações nessas primeiras semanas de treino e jogo com Nielsen?

A dupla é como um relacionamento. Fred é um cara que joga bem na grama e em pisos rápidos, jogou muito pouco no saibro, então nesses dois torneios aqui na América do Sul a gente não foi bem. Estamos buscando um entendimento de como jogar, de como moldar a nossa dupla. Queremos fazer um bom Roland Garros e os torneios preparatórios no saibro.

 
 
 
 
 
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Grande jogo, bela estreia! 💪🏼👊🏼 . . . Great start partner. @frederiklochte #goodvibes #AldoSolarTenisBrasil #wilson #cbt #filabr #filatennis #duostudio #tennisroute #martins&silva

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Nielsen é um campeão de Grand Slam, venceu Wimbledon, onde você também conseguiu bons resultados. Como está a expectativa para a temporada de grama?

Wimbledon é meu torneio favorito e meu primeiro título de ATP foi na grama, no ano passado. A expectativa é muito boa, pois ele já venceu Wimbledon uma vez e foi semifinalista no ano passado. Diria que ele está no timing e quando estivermos na grama a expectativa é boa, mas temos primeiro que pensar no agora e em fazer muitos pontos.

Vocês vão conseguir entrar nos Masters 1000 de Indian Wells e Miami?

Muito difícil por causa da soma, normalmente ela fica entre 60 e 70, mas a nossa agora está em 105. Vamos ter que jogar um ou outro challenger ou esperar os ATPs para voltar a jogar. Indian Wells já fechou e estamos fora, mas Miami estou tentando um convite em Miami. No ano passado consegui, mas talvez seja difícil eu ganhá-lo com o Fred (Nielsen), pode ser que seja com outra pessoa. Não é nem certo que eu vá ganhar, estou tentando tudo o que posso.

Esse período no saibro sul-americano pode ajudar vocês a chegar melhor nos torneios de terra batida que servem de aquecimento para Roland Garros?

Sem dúvida, claro que pode ajudar. Nielsen também queria conhecer a América do Sul, estava bastante animado para vir aqui. Podemos montar um padrão tático para essa superfície para os torneios daqui dois meses.

Como foi o entrosamento fora da quadra? Que tipo de pessoa é o Nielsen?

Ele é um cara muito gente boa, nos damos muito bem fora de quadra. Tentei levá-lo para conhecer coisas no Rio e em São Paulo. Estamos sempre conversando, ele é muito tranquilo e de bem com a vida.

Quais os planos para a parceria nesta temporada?

Já conversamos sobre isso e ele é um cara que não gosta de colocar expectativas e metas, prefere jogar semana após semana, se incomoda de colocar essa pressão. Já eu prefiro ter algo a almejar, um objetivo para buscar, então fiz isso comigo mesmo e com minha equipe. Quero voltar a um sólido top 50, já estive no 34º lugar, também quero ganhar mais um ATP neste ano. Ao atingir essas metas. posso começar a pensar em algo até maior.

Em relação ao seu primeiro título, conquistado no ano passado na grama de Antalya, qual a sensação que ele trouxe?

Vou te dizer que foi um alívio porque já tinha feito seis finais antes dessa e em quatro delas eu joguei muito bem, mas esse esporte nosso é tão legal que mesmo jogando seu melhor tênis não quer dizer que tu vai ganhar, ainda mais nas duplas, que não depende só de ti. Esse alívio me trouxe também uma pressão a menos para seguir.

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