Notícias | Dia a dia
Aliassime: 'Gira sul-americana deve seguir no saibro'
01/03/2019 às 07h34

Prodígio canadense foi finalista no Rio e está nas quartas em São Paulo

Foto: Marcello Zambrana/DGW
Mário Sérgio Cruz

São Paulo (SP) - Destaque nos dois principais torneios realizados em solo brasileiro, e há muito tempo considerado como uma das principais apostas para o futuro do tênis, Felix Auger-Aliassime é favorável à manutenção dos ATPs sul-americanos no saibro. Em meio às frequentes conversas a respeito de uma possível mudança de piso para essas competições, o jovem canadense de 18 anos e já número 60 do mundo defende que o circuito seja mais diversificado e atenda às necessidades de diferentes perfis de jogadores.

"Há muitas conversas sobre a mudança de piso, por conta dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, mas, ao mesmo tempo, você tem que dar oportunidade aos jogadores que querem vir jogar no saibro", disse Aliassime, que foi finalista no Rio de Janeiro na semana passada e já está nas quartas de final em São Paulo. "No meu caso, este ano eu queria jogar no saibro, porque senti que poderia ter uma boa chance nesses torneios. No próximo ano, talvez eu queira jogar na quadra dura, eu não sei, mas é bom que existam esses torneios. Não há nada de errado em jogar no saibro".

Os bons resultados do canadense no piso também vão ao encontro de uma decisão tomada no meio do ano passado. Pouco depois de perder na segunda rodada do quali de Roland Garros, Aliassime abriu mão de tentar a sorte no quali de Wimbledon e ter a chance de disputar seu primeiro Grand Slam para encarar uma série de challengers no saibro. Menos de um ano depois, o jovem jogador acredita ter feito a escolha certa, já que sua evolução nas quadras de saibro é nítida.

"Quando eu olho para trás, sinto que foi uma boa decisão. Depois de Roland Garros eu senti que não tinha vitórias o suficiente, que não tinha feito o número de partidas que gostaria, e que jogar na grama talvez não fosse a melhor opção naquele momento. Então eu decidi continuar disputando torneios no saibro e construindo o meu jogo. Acho que os resultados estão aparecendo agora, quando eu sou capaz de jogar e vencer muitas partidas", avaliou o vencedor de quatro challengers na carreira, três deles no saibro.

Depois de superar o espanhol Albert Ramos por 7/6 (7-2) e 7/6 (7-5) na última quinta-feira, Aliassime acredita que poderia ter definido o set inicial com mais tranquildade, mas sai de quadra satisfeito com seu nível de jogo. "Sabia que seria uma partida difícil. Eu poderia ter ido ainda melhor no primeiro set, depois de ter liderado por 4/1 e tive muitas chances, mas acho que foi um bom jogo. E acho que joguei muito bem nos tiebreaks", avaliou o canadense, que também comentou sobre o susto de ter torcido o tornozelo direito durante o segundo set. "Está tudo bem. Eu estava um pouco assustado quando eu caí, eu torci feio, mas o fisioterapeuta fez uma bandagem e eu pude continuar jogando. Agora, estou me sentindo bem".

Garantido nas quartas de final, Aliassime reencontra o sérvio Laslo Djere, para quem perdeu na final do Rio Open no último domingo. Por conta das condições mais rápidas no torneio desta semana, disputado em quadra coberta no Ginásio do Ibirapuera e com os 760m de altitude da capital paulista, o canadense acredita ter mais chances diante do rival de 23 anos e agora número 37 do ranking mundial. O reencontro acontece às 19h30 (de Brasília) desta sexta-feira. "Acho que eu não saquei muito bem na final da semana passada. Isso é algo que eu tenho que melhorar para jogar de novo com ele. Minhas chances são maiores agora, mas ao mesmo tempo ele é um grande jogador e será uma partida difícil".

Aliassime também se colocou à disposição de defender o Canadá na fase final da Copa Davis, que será disputada em novembro na Espanha, embora já tenha lamentado anteriormente a mudança no formato da competição, já que tinha o sonho de disputar uma final em casa. "Eu fiz uma promessa quando era criança. Se um dia eu fosse chamado para a Copa Davis, eu jogaria pelo meu país. É uma grande honra e toda vez que eu for selecionado eu vou jogar. Sobre as novas regras, acho que nós temos que dar a chance de ver como será neste ano. Estou confiante de que será bom, mas ao mesmo tempo, a minha posição no ano passado é que eu realmente gostaria de participar de uma final histórica. Já que historicamente os confrontos são dentro e fora de casa".

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis