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Diretor do Brasil aposta que torneio seguirá em 2020
03/03/2019 às 20h20

Roberto Marcher vê torneio com boas chances de continuar no circuito

Foto: Marcello Zambrana/DGW

São Paulo (SP) - Em meio às dúvidas sobre a viabilidade financeira do Brasil Open, o diretor do torneio Roberto Marcher aposta na continuidade do evento. Embora não confirme uma vigésima edição para o ATP 250 no ano de 2020, o dirigente acredita que são boas chances de a cidade de São Paulo seguir no calendário do circuito mundial.

"Garantido é só a morte. Mas para o torneio, as chances são enormes", declarou Marcher, em entrevista coletiva após o término das competições neste domingo. O diretor do torneio considerou bem sucedida a 19ª edição do evento, que está em São Paulo desde 2012, depois de ficar entre 2001 e 2011 na Costa do Sauípe, na Bahia.

"O torneio está de pé. A gente montou esse torneio durante o Carnaval, que, queira ou não queira, está crescendo em São Paulo. Então vêm muitas pessoas, os hoteis ficam já bem cheios e esse foi um problema. Mas o torneio foi um sucesso", complementou o dirigente.

Marcher também minimizou o fato de a liberação da verba oriunda da Lei de Incentivo ao Esporte para a organização do torneio só ter sido realizada na semana anterior ao evento. "Claro que a Lei de Incentivo é fundamental. Mas já tínhamos um plano B traçado com os patrocinadores. E a Lei de Incentivo nunca foi uma incerteza, como publicava a imprensa, sem a menor base do que falavam. Havia um plano B, então não havia uma preocupação".

O diretor do Brasil Open também destacou o fato de o torneio paulistano não oferecer garantias financeiras para atrair jogadores de maior destaque, como foi o caso do Rio Open, que contou com Dominic Thiem, Fabio Fognini, Diego Schwartzman e Marco Cecchinato na chave. Ele destaca, entretanto, que por conta das eliminações precoces dos principais favoritos no ATP 500 fluminense, os dois torneios em solo brasileiro ficaram muito parecidos.

"No Rio de Janeiro, trazem esses jogadores e eles perdem nas primeiras rodadas, de forma até inesperada, em dois sets rápidos", afirmou o diretor do torneio. "Cada um sabe onde bota seu dinheiro, mas aqui nós não pagamos garantias", reforçou. "A única diferença desses torneios (do Rio de Janeiro e de Buenos Aires) para o nosso são os quatro cabeças de chave, e eles não corresponderam às expectativas. Se essa turma perde, os torneios ficam iguais. Nós jogamos a final do Rio de Janeiro nas quartas de final daqui. E os nossos preços favoreceram muito mais".

Com estimativa de público na casa de 25 mil pessoas ao longo da semana, Marcher destaca que o fato de o torneio ser disputado em quadra coberta é um trunfo para o torneio. "Aqui o público começou a entender que tem a garantia de que vai ver o jogo de tênis. O Rio e todos os outros torneios têm muitos problemas com a chuva, que atrapaha uma barbaridade. Nossa grande vantagem é que nós jogamos em uma excelente quadra coberta, em um estádio que eu acho um dos melhores no Brasil para se assistir tênis".

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