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ITF estuda rever pontos do circuito de transição
05/03/2019 às 19h31

Torneios de US$ 25 mil podem voltar a dar pontos para a ATP

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Bastante contestado por jogadores de ranking mais baixo, o circuito de transição da ITF pode passar por novas mudanças no curto prazo. A Federação Internacional de Tênis divulgou um comunicado nesta terça-feira avaliando os dois primeiros meses do projeto e estuda realizar algumas mudanças.

"A ITF entende e está trabalhando para resolver as preocupações levantadas, em particular, em relação às oportunidades de trabalho e à progressão dos jogadores", diz o comunicado, que já cita uma medida recém-alterada para aumentar o número de atletas nos qualificatórios de torneios.

"Recentemente, aumentamos o tamanho das chaves do quali de 24 para 32 jogadores em torneios de US$ 15 mil e US$ 25 mil. Nossa capacidade de aumentar a chave nesses níveis de evento é restrita devido a um limite de sete dias para a realização de um torneio", justifica a Federação Internacional.

Entre as possíveis mudanças para os próximos meses estão a criação de um fundo que fomente a realização de torneios de US$ 15 mil pelo mundo. Além disso, a entidade pode reconsiderar os pontos obtidos em torneios masculinos de US$ 25 mil para o ranking da ATP.

"Continuamos nosso diálogo com a ATP para reintegração de pontos no ranking em eventos de US$ 25 mil para criar oportunidades de trabalho para um grupo maior de jogadores profissionais e absorver os atletas que podem ter dificuldade em acessar oportunidades no nível ATP Challenger", diz a nota. "Outras medidas estão atualmente sendo exploradas pela ITF, incluindo a criação de um fundo de hospedagem da ITF para aumentar o número de eventos de US$ 15 mil da ITF em 2019". 

"A estrutura feminina da ITF manteve os pontos no ranking da WTA em um nível de US$ 25 mil e atende em grande parte o mesmo número de mulheres do que em 2018", cita a entidade, ao lembrar que os pontos obtidos em torneios femininos deste porte continuam valendo para o ranking da WTA.

Um ponto positivo destacado pela ITF é a possibilidade de jogadores que se destacam no circuito mundial juvenil utilizarem esse ranking para entrarem em torneios profissionais de menor nível. "Estamos vendo um impacto positivo, desde o sucesso que os juvenis estão tendo nos eventos da ITF nos quais eles tiveram reservaram vagas, ou com novos países realizando eventos e com aumento dos torneios de US$ 25 mil para mulheres".

Lembrando que a partir deste ano, apenas os resultados em torneios válidos por torneios da elite do circuito masculino, nos challengers e nas fases finais de ITF de US$ 25 mil passam a valer para o ranking da ATP. Já na WTA, valem os pontos do primeiro escalão e dos ITF a partir de US$ 25 mil. Os torneios de US$ 15 mil já não valem mais pontos para a ATP e WTA e os resultados obtidos no ano passado em eventos deste porte foram convertidos em pontos de um ranking de profissionais da ITF, que visam facilitar a entrada em torneios maiores.

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