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Federer aposta em volta por cima de Wawrinka
13/03/2019 às 12h39

Federer nunca perdeu para Wawrinka no piso duro

Foto: Divulgação

Indian Wells (EUA) - Após derrotar o compatriota Stan Wawrinka pela 22ª vez em 25 confrontos, garantindo vaga nas oitavas de final no Masters 1000 de Indian Wells, o suíço Roger Federer tratou de enaltecer o amigo, afirmando acreditar na volta por cima do tenista de Lausanne, que atualmente ocupa apenas a 40ª colocação no ranking, mas que já foi o número 3 do mundo.

“Acho que ele está bem, talvez esteja faltando um pouco de ritmo de jogo e um ranking mais alto, para poder conseguir uma melhor colocação nas chaves e escapar dos principais cabeças de chave logo no começo. Ele teve um jogo brutal contra (Marton) Fucsovics e talvez isso o prejudicou um pouco hoje”, observou o atual vice-campeão do torneio californiano.

“Meu plano de jogo funcionou, me senti bem desde o início. Consegui variar o jogo, fiz valer meu serviço e fui perigoso nas devoluções. Talvez tenha tirado um pouco do ritmo de Stan, como sempre tento fazer, mas nem sempre consigo fazer isso funcionar”, afirmou o dono de 100 títulos no circuito, sendo 20 deles de Grand Slam.

Federer ainda minimizou a grande vantagem que tem no retrospecto com Wawrinka. “Talvez seja um pouco de sorte em algumas vezes, já que várias de nossas partidas foram muito equilibradas. Em Londres, por exemplo, perdi o controle do jogo, mas mesmo assim acabou caindo para o meu lado”, disse o suíço, lembrando da vitória sobre o compatriota na semi do ATP Finals de 2014.

Na próxima rodada, o número 4 do mundo terá pela frente o britânico Kyle Edmund. “Nunca o enfrentei e pude conhecê-lo melhor no ano passado na Laver Cup. Seu jogo é equilibrado e seu revés parece um pouco com o de (Andy) Murray. Sua direita é a principal arma e por isso será um oponente duro”, analisou Federer, que também comentou sobre sua volta ao saibro.

“Você pode jogar com mais ângulo, abrindo a quadra. Quando chove o saibro fica realmente bem lento, mas durante o dia e no sol dá para sacar e volear mais vezes do que à noite. Há muitas formas de se ganhar um ponto no saibro e isso é emocionante. Gosto do piso porque me faz lembrar de minha infância, cresci jogando sobre a terra batida”, disse o campeão de Roland Garros em 2009.

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