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'Fiquei profundamente deprimido', relembra Rublev
25/03/2019 às 14h13

Miami (EUA) - Depois de conseguir alcançar o melhor ranking da carreira no começo de 2018, fazendo final no ATP 500 de Doha, o russo Andrey Rublev encarou tempos difíceis no restante da temporada. Ele teve uma fratura por estresse nas costas, ficou meses afastado do circuito e perdeu dois Grand Slam nesse período, não competindo em Roland Garros em Wimbledon, no que foi uma das fases mais duras de sua vida.

“Foi uma etapa muito complicada, estive durante mais de dois meses passando três horas por dia em uma clínica, onde fazia magnetoterapia. Comer e ficar no sofá era tudo o que me restava e acabei ficando profundamente deprimido, não via um jogo sequer de tênis porque não suportava ver que meus companheiros estavam competindo enquanto eu estava lá sem fazer nada. Fico feliz em ter superado e espero que nunca mais aconteça”, lembrou o russo de 21 anos para o site de ATP.

Rublev terminou a temporada passada no 68º lugar e chegou a sair do top 100 no começo de 2019, mas vem se recuperando e agora é o 99º do mundo. Após os três meses de ausência na temporada passada, ele retornou no saibro de Umag, mas só conseguiu um bom resultado novamente em Washington. “Senti que meu corpo não respondia à minha cabeça e foi difícil encarar tantas derrotas. Levei uns meses para aceitar a nova situação e trabalhei duro para revertê-la”.

Vindo do quali, o jovem russo já venceu dois jogos no Masters 1000 de Miami e terá pela frente, nesta segunda-feira, um duelo de promessas com o canadense Denis Shapovalov, valendo um lugar nas oitavas de final. Com a campanha, ele vai se firmando no top 100 cada vez mais, está ganhando provisoriamente nove colocações e pode ganhar mais 10 se conseguir uma nova vitória no Hard Rock Stadium.

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