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Barty enfim supera Kvitova, faz semi e será top 10
27/03/2019 às 01h50

Barty chegou a largar o tênis em 2014 e foi jogar críquete

Foto: Divulgação

Miami (EUA) - Considerada desde os tempos de juvenil como uma grande promessa do tênis australiano, Ashleigh Barty chegará ao top 10 do ranking mundial de simples prestes a completar 23 anos. A ainda jovem jogadora alcançou a marca expressiva na carreira ao vencer Petra Kvitova por 7/6 (8-6), 3/6 e 6/2 para se garantir na semifinal do WTA Premier de Miami.

Barty superou Kvitova pela primeira vez em cinco confrontos. Apesar do domínio tcheco no retrospecto, este foi o terceiro entre elas que foi definido no terceiro set. Além disso, a tcheca e a australiana já haviam se enfrentado duas vezes na temporada, na final de Sydney e nas quartas de final do Australian Open.

Vencedora de três títulos de WTA, Barty tenta alcançar a sétima final da carreira. Enfrentará a estoniana Anett Kontaveit, 19ª colocada. O único duelo anterior entre elas no circuito profissional havia acontecido no quali de Wimbledon de 2014.

A história de Barty no tênis é incomum. Depois que ganhou o título juvenil de Wimbledon em 2011, com apenas 15 anos, a australiana sempre convivveu com enorme pressão e expectativa e chegou a largar o tênis no fim de 2014 para jogar críquete profissionalmente. A volta ao tênis se deu em maio de 2016, com o ranking zerado. Dona de um estilo de jogo versátil, com muitas variações táticas, a australiana também se destaca nas duplas e é atual número 6 do ranking.

A eliminação de Kvitova tira a tcheca da disputa pela liderança do ranking em Miami. Ela precisava chegar à final para ultrapassar a atual número 1 Naomi Osaka. Dessa forma, quem tem chance de assumir a liderança é a terceira colocada Simona Halep, que está do outro lado da chave e precisa vencer mais dois jogos para ser finalista do torneio e recuperar o primeiro lugar do ranking.

Kvitova teve duas chances de quebra logo no game de abertura, mas não as aproveitou. Barty liderava o set inicial por 2/1 quando começou a chover forte e a partida teve longa interrupção. Na volta, a tcheca até foi a primeira a quebrar, mas Barty buscou o empate por 3/3. As sacadoras vinham prevalecendo ao longo do set inicial até que uma dupla-falta de Kvitova deixasse Barty a um ponto de fechar o set, mas a número 2 do mundo evitou a quebra com um ótimo winner de forehand e forçou o tiebreak.

O game-desempate vinha sendo dominado por Kvitova, que chegou a liderar por 5-2, mas Barty reagiu ao vencer três pontos seguidos. A australiana ainda salvou um set point, quando perdia por 6-5, e conseguiu reverter o quadro. Ao fim da parcial, Kvitova tinha 16 a 5 em winners, mas havia cometido o dobro de erros em relação à sua adversária, 24 contra 12 de Barty.

Mais consistente do fundo de quadra, Kvitova reduziu de maneira significativa o número de erros no segundo set. Foram apenas nove na parcial, dois a mais que sua adversária. Ainda assim, a tcheca conseguia se impôr graças à potência de seus golpes e anotou 17 bolas vencedoras contra apenas sete de Barty. A vice-líder do ranking já começou vencendo por 3/0, viu a rival reduzir a diferença, mas conseguiu se manter à frente no placar com uma nova quebra.

O já bastante conhecido problema de Kvitova com asma voltou a se manifestar na partida e a tcheca acabou perdendo energia e intensidade no começo do terceiro set. Barty conseguiu uma quebra precoce e abriu 3/0. Devidamente medicada, a jogadora de 29 anos conseguiu continuar no jogo e contou duplas faltas da australiana para devolver a quebra, mas Barty recuperou rapidamente a vantagem para não ser mais ameaçada. Kvitova fez 38 a 18 em winners, mas terminou o jogo com 46 erros contra 24 de Barty.

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