Notícias | Dia a dia
'Me sinto um goleiro contra Isner', garante Federer
30/03/2019 às 09h56

Federer busca o 28º troféu de nível Masters

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Roger Federer disputará neste domingo sua 50ª final de Masters 1000 com um desafio e tanto: enfrentar o saque bombástico do norte-americano John Isner, a quem venceu em cinco de sete duelos já realizados, embora o último tenha sido há mais de três anos. O suíço busca o quarto troféu em Miami e o 101º da carreira.

"Gosto muito de ver os grandes sacadores jogarem. É incrível o que fazem com o saque", garante Federer. "Contra Isner, me sinto como se estivesse numa disputa de pênaltis e eu sou o goleiro", brincou. "Quero me divertir antes de tudo". A final acontece às 14 horas deste domingo.

A tática é antes de tudo tentar entrar nos pontos. "Tenho que procurar alongar um pouco mais os pontos, já que sei que ele vai tentar encurtá-los. É muito difícil antecipar seu saque. O objetivo é fazer um movimento curto para colocar a bola em jogo e aí recuperar rapidamente o centro da quadra mas, acredie, só essas duas coisas já são bem complicadas".

O suíço ficou satisfeito com sua atuação de sexta-feira à noite, quando barrou a juventude do canhoto canadense Denis Shapovalov em apenas dois sets. "Foi um jogo diferente, porque nunca nos enfrentamos. Me preocupei em não dar chance para que ele soltasse seus golpes poderosos e nem encontrasse muito ritmo, porque isso poderia me deixar em situação incômoda. Acho que fiz isso muito bem, estou feliz com a forma com que joguei".

A experiência venceu a juventude nas semifinais, e o suíço credita isso a um processo natural de aprendizagem. "É normal que a gente espere grandes coisas de jovens como Denis ou Felix (Aliassime) nos jogos mais importantes, mas eles ainda estão aprendendo a lidar com a pressão. É mais fácil lá nas primeiras rodadas, quando a atenção é menor e não precisam ir depois à sala de imprensa se explicar. Acho bonito a forma solta com que jogam. Vai chegar o momento em que estarão prontos".

Questionado se pensa ainda em ser o número 1, Federer diz que o ciclo está encerrado para ele. "Para isso precisaria ganhar três Grand Slam num mesmo ano e então isso não pode ser uma meta aos 37 anos. Tive um momento incrível no ano passado ao ganhar Roterdã e retornar à ponta, vindo dos títulos de Wimbledon e da Austrália, mas esse ciclo terminou para mim".

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis