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Federer eleva o nível e garante: 'Estou empolgado'
31/03/2019 às 20h44

Federer chegou ao quarto título em Miami

Foto: ATP

Miami (EUA) - Aos 37 anos e dono de 101 troféus em sua carreira de duas décadas, Roger Federer ainda está empolgado com seu tênis. Único tenista na temporada a conquistar dois troféus até agora, o suíço não escondeu sua euforia pela conquista no Masters de Miami. "Só posso estar muito feliz por produzir uma performance como estar numa final. É para isso que você treina todos os dias... elevar o nível conforme o torneio avança. E hoje foi o meu melhor. Estou empolgado".

Vindo da derrota na final de Indian Wells, ele era dúvida para Miami, mas manteve a participação. "Estou contente por ter decidido voltar a Miami este ano. Em 2018, não funcionou e poderia ter optado por outro torneio no saibro mais à frente. Porém resolvi alargar a fase da quadra dura, queria conhecer o novo estádio. Acreditava que tinha jogo para ir bem aqui". E fez questão de lembrar sua longa história no torneio. "Que semana eu tive, é inacreditável. Joguei em Miami pela primeira vez em 1999 e aqui estou em 2019. Significa muito".

A vitória sobre John Isner em dois sets foi construída com uma quebra logo no primeiro game e Federer acha que isso se mostraria essencial. "Foi um começo dos sonhos, o que obviamente me relaxou. Estava muito claro para mim sobre como gostaria de jogar, então acho que ajudou eu ter tido a capacidade de executar. São duas coisas diferentes. Ganhar todos os pontos com meu saque foi o jeito certo de enfrentá-lo. Então acho que fui bem tanto na devolução como no saque"

O problema do norte-americano com o pé esquerdo, que ficou mais evidente no segundo set, requereu cuidados. "Depois que ele chamou o fisio e vi sua expressão logo após o primeiro ponto, me dei conta, mas não estava seguro porque até então ele tinha jogado bons pontos. Achei que estava cansado e decidi colocar isso à prova, mas ao mesmo tempo perdi um pouco a concentração. Aí a velocidade do seu saque caiu. Mas a dor, assim como chega de repente, também às vezes some".

Questionado sobre a eficiência do seu backhand ao longo da campanha, Federer comemorou: "Melhorar o backhand me ajudou a jogar contra os grandes sacadores-voleadores de minha geração, mais do que agora. O slice sempre foi meu golpe mais natural, o de segurança até certo ponto. Quando você é jovem e não consegue tanta força, deve usar o slice para manter a bola baixa. Hoje foi um dia tremendamente bom com meu backhand, tive uma sensação semelhante contra (Kevin) Anderson, quando pude bloquear bem".

O desafio do suíço agora é o retorno já anunciado às quadras de saibro. Por enquanto, ele garantiu presença no Masters de Madri e em Roland Garros. "Já joguei temporadas sobre o saibro com mais confiança do que agora, nem sei se me recordo como deslizar", ponderou. "Estou dando passos de bebê".

Novamente, o título em Miami, onde as condições são um tanto lentas, lhe dá confiança. "Há três anos, não me senti bem em Monte Carlo e em Roma, então terei de esperar. Claro que esta conquista me ajuda a tirar a pressão sobre a temporada na terra. Não queria jogar sem estar relaxado. Vou me preparar ao máximo nas próximas quatro semanas. Se jogar como fiz aqui, não deverá haver problemas, porém tenho que ver como irá reagir meu corpo".

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