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Após cinco vitórias, Bia leva a virada e cai na semi
13/04/2019 às 15h44

Bia passou quase 14h em quadra durante a semana em Bogotá

Foto: Arquivo

Bogotá (Colômbia) - A ótima campanha de Beatriz Haddad Maia no WTA de Bogotá chegou ao fim na tarde deste sábado. Depois de ter vencido cinco jogos seguidos no saibro da capital colombiana, sendo dois no quali e mais três na chave principal, a número 1 do Brasil e 165ª colocada no ranking parou na semifinal do torneio, superada pela norte-americana de 17 anos e 76ª colocada Amanda Anisimova por 4/6, 7/6 (7-2) e 6/2 em 2h38 de partida.

Ainda em busca de seu primeiro título de WTA, Bia tentava alcançar a segunda final na elite do circuito de sua carreira. Ela foi vice-campeã no piso duro de Seul, em setembro de 2017, quando perdeu a final para a top 10 letã Jelena Ostapenko. A paulistana de 22 anos também tenta se tornar a quarta brasileira a conquistar um título na elite do cirucito feminino.

Algoz da brasileira neste sábado, a jovem Anisimova é uma das promessas do tênis norte-americano e já foi vice no WTA de Hiroshima no ano passado. Em busca de seu primeiro título, a atleta de 17 anos enfrenta a vencedora da partida entre a espanhola Lara Arruabarrena, 106ª do ranking, e a australiana Astra Sharma, 138ª colocada.

Depois de ter alcançado o 58º lugar do ranking em setembro de 2017 e repetido essa marca em fevereiro de 2018, Bia sofreu com lesões no punho esquerdo e nas costas e chegou a fazer uma cirurgia para sanar as dores de uma hérnia de disco lombar. A canhota paulista caiu bastante no ranking e tenta recuperar posições neste início de temporada. A campanha rende 128 pontos, sendo 110 da chave principal e 18 do quali, e a reaproxima do 120º lugar. No próximo fim de semana, ela defende o Brasil pelo confronto contra a Eslováquia pelos playoffs do Grupo Mundial II da Fed Cup, fora de casa.

Bia começou melhor na partida
Bia conquistou a primeira quebra da partida ainda no início, mas permitiu o empate por 2/2 depois de cometer três duplas-faltas no mesmo game. Ainda assim, a brasileira soube aproveitar a chance que teve em um momento de fragilidade do saque da adversária para retomar a vantagem. No restante do primeiro set, a canhota paulista foi constantemente ameaçada, mas sacou muito bem nos momentos de pressão. Bia enfrentou sete break points (em quatro games distintos) na parcial e teve o serviço quebrado apenas uma vez.

Logo no início do segundo set, Anisimova precisou de atendimento médico para o joelho esquerdo. Apesar do incômodo, a jovem norte-americana apostava em seu jogo agressivo para encurtar os pontos e ainda fez quatro aces para sobreviver a seis games de serviço na parcial sem enfrentar um break point sequer. Por sua vez, Bia encarou seis chances de quebra e chegou a salvar até dois set points quando perdia por 5/4 e 6/5. Anisimova fez valer seu melhor momento no segundo set e dominou o tiebreak, além de contar com três erros seguidos da brasileira.

Cada vez mais confiante para executar as devoluções de saque e já sem dar sinais da lesão que a incomodava, Anisimova assumiu o controle da partida no terceiro set e conseguiu duas quebras de serviço para abrir 4/1. Por sua vez, Bia já parecia sentir o peso dos seis jogos e quase 14 horas em quadra no torneio e oferecia pouca resistência ao saque e aos golpes da adversária. Depois de receber tratamento médico no ombro esquerdo, a canhota paulista chegou a devolver uma das quebras, mas voltaria a perder um game de serviço, permitindo a consolidação da vitória da norte-americana. Anisimova liderou a contagem de winners por 38 a 16 e terminou a partida com 37 erros contra 49 da brasileira.

Apenas três brasileiras já conquistaram títulos
Bia segue tentando se tornar a quarta jogadora brasileira a conquistar um título de WTA em simples. Maior nome da história do tênis brasileiro e vencedora de sete títulos de Grand Slam em simples entre 1959 e 1966, Maria Esther Bueno conquistou três títulos na fase profissional do esporte, o último em 1974 no Japão. Além dela, Niege Dias e Teliana Pereira venceram dois torneios cada. Um dos títulos de Teliana foi exatamente em Bogotá, em 2015.

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