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'Eu sei do que sou capaz', garante Nadal
27/04/2019 às 17h35

Nadal quer trabalhar mais o saque

Foto: Arquivo

Barcelona (Espanha) - Ao contrário da semana passada, quando caiu na semifinal de Monte Carlo, o espanhol Rafael Nadal não se mostrou desanimado. Sentiu evolução no seu tênis e mantém a confiança de ficar mais competitivo para os próximos torneios. "Sei quem sou e do que sou capaz. Se jogo no meu melhor nível, posso aspirar a tudo, especialmente no saibro".

Na queda diante de Fabio Fognini, o espanhol avaliou ter feito seu pior jogo no saibro em 14 anos. Desta vez, contra Dominic Thiem, foi diferente: "Hoje foi meu melhor dia (desde a volta em Monte Carlo), voltei a ter prazer em jogar tênis e perdi diante de um adversário de máximo nível. Me senti competitivo até o final, mas ainda acho que está me faltando jogar mais partidas e assim ter uma opção mais clara de vitória", resignou-se. "Acho que criei uma base positiva para seguir em frente".

Pedido a comparar a derrota deste sábado à de Monte Carlo, o espanhol não conseguiu fazer paralelos. "O dano de perder aqui ou em qualquer outro lugar é o mesmo. A semana passada me senti pior, mas são dinâmicas totalmente diferentes. Algumas derrotam machucam, outras ajudam, e esta pode ser uma delas. Fazia tempo que não me sentia tão bem no saibro. No fundo, não me importa para quem perdi, se foi para Fognini ou para um 500 do mundo, mas a forma com que joguei".


Seu próximo desafio é o saibro veloz de Madri, dentro de duas semanas, e Nadal sabe que será outra adaptação difícil: "Será uma semana complicada, mas depois desta partida minha perspectiva é muito melhor do que estava cinco ou seis dias atrás. Me sinto com mais energia para competir".

A principal preocupação é melhorar o saque. "Esse foi o ponto ruim. Saque mal e isso fez diferença, já que ele sempre começa o ponto melhor que eu graças a seu serviço. Como não estava bem com o primeiro saque, perdi a confiança e estava com medo de cometer erros".

Por fim, Nadal elogiou a grande atuação de Thiem, mas evitou uma análise mais profunda da partida. ""Ele sempre foi muito bom, não existe motivo para ficar procurando razões táticas ou algo novo. Ele jogou muito bem e a mim faltou um pouco mais de confiança".

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