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De volta ao saibro, Federer minimiza a pressão
05/05/2019 às 10h27

Federer fará sua partida de estreia na próxima terça-feira. Ele não joga no saibro há três anos e não disputa o torneio espanhol desde 2015

Foto: Divulgação

Madri (Espanha) - De volta ao saibro depois de três temporadas e ao Masters 1000 de Madri após quatro anos, Roger Federer minimiza a pressão por resultados na série de torneios em quadras de terra batida. O suíço diz não ter tantas expectativas, mas que está confiante com o bom desempenho nos treinos. Até por isso, o ex-número 1 do mundo sente que voltar ao saibro foi a decisão correta.

Federer e Djokovic jogarão na terça, Nadal na quarta

"Não tenho expectativas muito altas, mas também sei que tudo é possível", disse Federer, que tem três títulos em Madri, um no piso duro em 2006 e mais dois no saibro em 2009 e 2012. "No saibro, você precisa de mais tempo para construir os pontos e eu tenho que me acostumar com isso. Você pode jogar com mais ângulos e alturas de bola, enquanto em uma quadra rápida você tem apenas que bater nela". 

"Em Madri a bola anda mais rápido por causa da altitude, por isso estou curioso para ver como vai ser", avalia o número 4 do mundo, que não atuava na capital espanhola desde 2015, quando perdeu para Nick Kyrgios ainda na estreia.

"Estou muito feliz com a decisão que tomei em dezembro, quando comecei a sentir que realmente queria jogar a temporada de saibro. Sinto que foi a decisão certa. Eu não acho que disputar um grande número de partidas no saibro seja algo negativo. Em nenhum momento eu me arrependi dessa decisão", comenta o suíço, que estreará na competição na próxima terça-feira contra o vencedor da partida entre o francês Richard Gasquet e o jovem espanhol de 19 anos Alejandro Davidovich Fokina.

"Tive sorte porque o tempo está bom e isso me ajudou muito. Eu me lembro de três ou quatro anos atrás que eu estava treinando no saibro enquanto nevava e a situação não era muito motivadora, quando eu poderia treinar em quadras cobertas sem me preocupar com isso. Este ano foi fácil e gostei muito dos treinamentos", complementou o veterano de 37 anos, ao recordar alguns dos motivos que o fizeram ficar tanto tampo afastado do saibro.

Federer também comentou sobre a polêmica envolvendo o nome do norte-americano Justin Gimelstob, integrante do Conselho Diretivo da ATP e um dos mais cotados para substituir Chris Kermode na presidência da entidade. Diante de graves acusações de agressão desde o ano passado e da repercussão de declarações homofóbicas, Gimelstob pediu o desligamento do cargo na última quarta-feira. "Acho que foi a decisão certa de Justin. Ele precisa sair e pensar nas coisas. Não há dúvidas sobre isso. E o circuito precisa seguir em frente nestes tempos difíceis e momentos importantes que temos agora".

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