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Para Djokovic, primeira quebra mudou o jogo
07/05/2019 às 17h24

Djokovic agora espera pelo vencedor da partida entre o argentino Diego Schwartzman e o francês Jeremy Chardy

Foto: Arquivo

Madri (Espanha) - Depois de vencer sua partida de estreia no Masters 1000 de Madri, Novak Djokovic acredita que a primeira quebra conquistada por ele no jogo contra o norte-americano Taylor Fritz foi determinante para o resultado final. O sérvio aproveitou o único break point que teve no primeiro set e teve o serviço ameaçado logo depois, mas conseguiu manter a vantagem. De acordo com número 1 do mundo, essa breve sequência de eventos mudou a dinâmica do jogo.

"O início da partida foi equilibrado, mas acho que depois do 3/3, quando consegui quebrar o saque dele e salvar um break point no game seguinte foi quando eu mudei a dinâmica do jogo. Aquele foi um momento decisivo", disse Djokovic após a vitória por 6/4 e 6/2 nesta terça-feira. "Acho que eu li melhor o saque dele no segundo set e consegui colocar mais bolas em quadra, enquanto ele cometeu muitos erros não-forçados. E eu não acho que ele estava jogando no seu melhor hoje. Mas eu acho que foi uma estreia sólida para mim no torneio".

"As condições em que joguei hoje foram ótimas. As quadras de treino são muito mais rápidas e a bola anda muito mais devido à altitude, mas na quadra central acontece o oposto. Então, para o meu estilo de jogo, é muito melhor jogar aqui, já que é muito mais fácil devolver a bola. Além disso, eu me senti muito confortável com o meu saque, obtendo 70% dos primeiros serviços e um total de sete aces", comenta o sérvio, que enfrenta nas oitavas o vencedor da partida entre o argentino Diego Schwartzman e o francês Jeremy Chardy.

Djokovic treinou com Stan Wawrinka nesta semana Madri. Os dois posições antagônicas sobre a polêmica envolvendo o desligamento de Justin Gimelstob do Conselho Diretivo da entidade. Enquanto o suíço repudia com veemência a presença de Gimelstob no circuito, o sérvio deixa as portas abertas para um futuro retorno do dirigente, que é um dos mais cotados para substituir Chris Kermode na presidência da ATP a partir do ano que vem. Gimelstob responde desde o ano passado por graves acusações de agressão física e homofobia, mas só deixou o cargo na semana passada.

"Tenho treinado com o Stan nos últimos dias e nós conversamos sobre a política do tênis. Por um lado, eu gosto do fato de ele querer se envolver e expressar sua opinião, mas eu não gostei da maneira como ele fez [o suíço se expressou pelas redes sociais e por um artigo no jornal britânico The Times]. Entendo seus pontos de vista, mas acho que ele teve que ter agido de forma diferente", disse Djokovic, que é presidente do Conselho de Jogadores da ATP. "Stan e eu somos bons amigos e temos um relacionamento muito honesto, em que dizemos tudo o que pensamos. Podemos discordar sobre algo, mas isso não muda o fato de que somos bons amigos. Fizemos uma foto e está tudo muito bem com ele".

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