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Tsitsipas lamenta falta de pernas: 'doia o corpo todo'
12/05/2019 às 20h19

Tsitsipas elogiou a postura tática de Djokovic

Foto: ATP

Madri (Espanha) - Apesar de reconhecer a excelente atuação do número 1 do mundo Novak Djokovic, o grego Stefanos Tsitsipas afirmou estar perto da exaustão total depois da notável campanha no Masters 1000 de Madri, em que venceu dois dos top 4 do ranking e ainda encarou Djokovic em dias consecutivos. "Fisicamente, eu não estava lá", afirmou, referindo-se à final deste domingo. "As pernas não respondiam à cabeça. Me senti fadigado, sentia dores pelo corpo todo".

Ele no entanto fez questão de destacar o trabalho do adversário. "Novak mereceu a vitória, jogou de forma incrível, não havia muito o que eu pudesse fazer", elogiou. "Ele atuou de forma inteligente, procurando me mexer pela quadra o tempo todo. Tive uma partida muito difícil no sábado e ele tirou vantagem disso, me fazendo correr, sofrer. Não tive soluções. Tentei jogar mais perto da linha, mas não estava confortável com isso. E ele, muito sólido da linha de fundo".

Novo número 7 do ranking, ele chegou a pedir desculpas por não estar raciocinando perfeitamente durante a entrevista. "No momento, me sinto vazio. Não é exatamente decepcionado, mas vazio. Acho que estou cansado demais e minha cabeça não funciona direito, então não sou capaz de pensar em muitas coisas. Sei no entanto que dentro de dois dias irei me sentir feliz por meu desempenho neste torneio", afirma o tenista que lidera a temporada em quantidade de partidas vencidas, com 27.

Tsitsipas lembrou da enorme demanda física que as vitórias sobre Alexander Zverev e em seguida Nadal exigiram. "Para ganhar de jogadores desse quilate, é preciso máximo esforço, um verdadeiro desafio. Dentro dos meus planos, está melhorar fisicamente, preciso ter postura mais profissinal. Quero estar bem como Novak ou Rafa, que são capazes de dar 100% em torneios consecutivos. O nível de consistência que eles mostram em sua carreira é uma loucura, meu sonho é chegar nesse patamar".

Questionado se Djokovic seria agora o favorito para Roland Garros, o grego mostrou dúvida. "Ele está em grande forma neste momento, mas precisamos ver o que acontece com Rafa (Nadal). Madri tem condições bem diferentes de Paris. Como já explicou (Roger) Federer, jogar no nível do mar é outra coisa. Eu próprio preciso me adaptar a essa mudança", afirmou, referindo-se ao Masters de Roma, seu próximo compromisso, provavelmente já na terça-feira.

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