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Para Djoko, imprensa cria atrito entre os jogadores
14/05/2019 às 19h11

Djokovic contesta cobertura dos temas discutidos em reuniões do circuito

Foto: Arquivo

Roma (Itália) - Líder do ranking mundial e presidente do Conselho de Jogadores da ATP, Novak Djokovic contestou a cobertura da imprensa sobre os temas discutidos nas reuniões entre os atletas. A terça-feira em Roma foi de discussão entre os atletas para a definição de um substituto para o cargo de Justin Gimelstob no Conselho Diretivo da entidade.

Questionado sobre sua influência no Conselho não apenas sobre a questão de Gimelstob, mas também sobre a sucessão do atual presidente Chris Kermode, Djokovic teve uma discussão ríspida com o jornalista Ben Rothenberg, do New York Times. O sérvio acusa a imprensa de criar atrito entre os próprios jogadores.

"Sinto que eu fui exposto por ser o presidente do Conselho e ter esse cargo. Todo mundo me culpa por tudo o que acontece no tênis neste momento, o que acho que é injusto", disse Djokovic. "Eu não sou o único que vota. É uma grande responsabilidade representar nossos colegas, mas podem existir vozes dissonantes. Nem sempre os tenistas podem influenciar as votações. Eu não sou o único responsável por tudo o que acontece em nosso esporte".

"Não gostei da forma como o assunto está sendo tratado. Parece muito injusto que vocês definam suas posições como se fossem parte do Conselho e contem às pessoas histórias que não existem", avalia o jogador sérvio. "Vocês consideram que suas fonte são infalíveis e geram um tsunami contra a gente. Não estou dizendo que tudo que você escreve esteja errado, mas não é porque não saímos para negar uma mentira que ela se converte em verdade".

Um dos pontos de discordância entre Djokovic e outras estrelas do circuito é sobre a permanência ou não de Kermode na pesidência da ATP. No início de março, foi definido que Kermode não terá seu contrato renovado e irá deixar a entidade no fim da temporada de 2019. O assunto divide opiniões, já que Djokovic é favorável à troca de comando, enquanto nomes como Rafael Nadal, Roger Federer e Stan Wawrinka foram contrários e alegam que não foram devidamente consultados, já que não fazem parte do atual Conselho.

Atualmente, o grupo de representantes ainda tem Kevin Anderson, como vice-presidente e é integrado por Bruno Soares, Robin Haase, John Isner, Sam Querrey, Yen-Hsun Lu, Vasek Pospisil, Jamie Murray e Sergiy Stakhovsky.

Outro tema que gerou debate foi a votação realizada em março e que manteve Justin Gimelstob no Conselho, apesar de o norte-americano responder a processo judicial por agressão. Gimelstob, que é um dos mais cotados a assumir a presidência da entidade no ano que vem, só deixou o cargo há duas semanas, por conta própria. Enquanto nomes como Wawrinka e Murray repudiam com veemência a presença de Gimelstob no circuito, o sérvio deixa as portas abertas para um futuro retorno do dirigente.

Em meio a todas as polêmicas, Djokovic vem da conquista do Masters 1000 de Madri no último domingo. Ele estreia em Roma nesta quarta-feira às 14h30 (de Brasília) contra o canadense Denis Shapovalov.

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