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ATP suspendeu Kyrgios duas vezes e exigiu psicólogo
16/05/2019 às 11h39

Roma (Itália) - A ficha corrida do australiano Nick Kyrgios por conduta antiesportiva no circuito já é bem extensa. Discussão com árbitro, briga com o público, ironia ao adversário, quebra de raquetes, palavrões e falta de interesse em jogar games ou pontos se acumulam. Nesta quinta-feira, foi desclassificado por uma série de atitudes e aguarda-se multas e punições.

A Associação dos Tenistas Profissionais já suspendeu o australiano duas vezes. A primeira aconteceu após o incidente em Montréal, quando ele fez ofensas a Stan Wawrinka captadas por um microfone atrás da quadra. Foram US$ 12.500 e 28 dias de afastamento do circuito, com ameaça de mais US$ 25 mil de multa caso ele se envolvesse em outra confusão nos seis meses seguintes.

No final de 2017, veio outra suspensão, desta vez de oito semanas, por não ter feito esforço durante a partida disputada diante de Mischa Zverev em Xangai. A multa foi então de US$ 25 mil, que se acumularam aos US$ 16,500 recebidos durante o torneio, já que também trocou palavras ríspidas com um torcedor.

Na ocasião, a ATP diz que poderia reduzir a pena para três semanas caso Kyrgios se submetesse a um psicólogo esportivo reconhecido pela entidade. Ele aceitou a imposição mas ficou proibido de competir em Paris.

O australiano se envolveu em vários outros episódios. No US Open do ano passado, não parecia motivado a jogar e o árbitro Mohamed Lahyani desceu da cadeira para alertá-lo da possibilidade de advertência e multa. Quem acabou punido foi o juiz, afastado por dois torneios.

Na quarta-feira chuvosa em Roma, ele deu entrevista a um jornalista americano e fez duras críticas a Novak Djokovic, além de confessar um comportamento inadequado durante o ATP 500 de Acapulco, afirmando que dormia todos os dias às 4h30 da manhã.

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