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ITF mostra história inspiradora da cadeirante Mayara
17/05/2019 às 10h00

Orlando (EUA) - A jogadora de tênis em cadeira de rodas Natalia Mayara, atualmente com 24 anos, que em julho de 2017 figurou na 13ª posição do ranking mundial da modalidade, foi focalizada no fim de fevereiro passado em uma série de vídeos da Federação Internacional para promover os astros da modalidade. Morando em Orlando, na Califórnia (EUA), a brasiliense estava na ocasião em 17º lugar em simples e duplas.

No vídeo, ela conta que sempre tenta ser uma pessoa positiva e alegre e que tem muito a agradecer, apesar de ter sido atropelada aos 2 anos por um ônibus, após ter feito exames em um hospital, enquanto estava com a mãe esperando condução em um ponto. “Foi um milagre eu estar viva porque fiquei presa no ônibus por quase 200 metros.” O motorista fugiu, deixando o veículo em cima dela, mas Natália não o culpa porque cada pessoa tem uma reação em uma situação dessas, afirma. “Eu não o condeno. Isso acabou me conduzindo para onde estou agora.”

Ela lembra que ganhou três medalhas de ouro num Mundial de Natação por Equipes, mas então conheceu o tênis, que se tornou parte integrante de sua vida. Mudou para Orlando onde vive com seu treinador, treinando em academia três vezes por semana. Antes, vivia em um apartamento onde não tinha geladeira nem cama, dormia no chão. Morava no 2º andar e não tinha elevador, era obrigada a engatinhar na escada e sua mãe levava a cadeira de rodas.

“Como disse, eu segui em frente e agora vivo com meu treinador. Basicamente o que faço é treinar e ele está me ajudando com a nutrição, com a preparação na academia e tudo o mais. Treino por 3 horas por dia e vou para a quadra duas vezes por semana para treinar apenas saques. É bastante agitado.” Fora do tênis, Natalia Mayara revela que aprecia arte e gosta de tirar fotos e fazer vídeos.

Também conta que fez uma de suas tatuagens, em que se lê “Blessed” (Abençoada), depois de ganhar no Parapan. “Ela marca um momento na minha vida, mas também tudo o que tive na vida como estar viva, poder viajar pelo mundo, jogar tênis, ter sucesso no tênis, pela minha família e amigos. Então eu realmente me sinto abençoada.” A outra tatuagem ela fez antes das Olimpíadas do Rio, representando seus objetivos, tudo em que estava focada. Natalia diz que tem crescido muito atualmente, não só no tênis, mas em sua vida pessoal. “Mal posso esperar para ver o que a vida me reserva no futuro e vou trabalhar duro tanto quanto puder para chegar lá e realizar todos os meus sonhos.”

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