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Djokovic comemora 32 anos de feitos e conquistas
22/05/2019 às 09h10

Belgrado (Sérvia) - Atual número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic completa, nesta quarta-feira, 32 anos de muito tênis, grandes conquistas e cada vez mais recordes. Porém, seu início no esporte não foi fácil, passando por momentos difíceis na infância durante o período de guerra civil de separação da Iugoslávia, precisando mostrar superação muito antes de dar seus primeiros passos no tênis profissional.

“A guerra nos tornou mais fortes. Fez com que tivéssemos mais fome, ficássemos famintos pelo sucesso. Nós temos um caminho mais árduo de sermos bem-sucedidos na vida como sérvios, por causa do passado que tivemos e devido à história que tivemos”, lembra o tenista de Belgrado, que chegou a treinar com os irmãos durante bombardeios e ao som de sirenes.

Djokovic permaneceu em seu país até os 12 anos, quando foi se dedicar ao tênis na Alemanha. Apesar dos momentos duros na infância, ele prefere relembrar as boas memórias. “A melhor parte sobre isso é que não precisávamos ir à escola e jogávamos mais tênis”.

Foi justamente na Alemanha que o sérvio fez sua primeira partida como profissional, em janeiro de 2003. Derrotado em seus dois primeiros embates, ele venceu o terceiro e iniciou aí sua primeira sequência de vitórias, com oito triunfos consecutivos, conquistando em junho daquele ano o primeiro de três títulos de future.

Vieram mais três títulos de challenger e a história do sérvio seguiu cada vez mais vitoriosa. Em 2006 ele levantou suas duas primeiras taças de ATP 2006 (Metz e Amersfoort), um ano depois conquistou o primeiro Masters 1000 da carreira (Miami) e em 2008 já faturava o primeiro Grand Slam (Australian Open) e o primeiro ATP Finals.

Por enquanto são 74 os títulos no circuito, 15 deles de Grand Slam, número que o coloca como o terceiro maior vencedor neste nível, atrás apenas do suíço Roger Federer (20) e do espanhol Rafael Nadal (17). Em Masters 1000 são mais 33 taças, uma a menos que o canhoto de Mallorca, mas ele é o único a vencer todos torneios deste patamar. Djokovic também é o único em atividade a ao mesmo tempo ser o detentor dos quatro Slam, algo que pode conseguir de novo este ano se vencer Roland Garros.

Entre outras marcas expressivas em sua carreira, ele detém o recorde de 39 vitórias consecutivas na ATP e também se tornou o jogador com mais pontos na história do ranking, somando 16.950 em 2016.

Com suas 252 semanas como número 1 do mundo, Djokovic já é o quinto maior líder da história e tem grande chance de assumir a quarta ou até a terceira colocação ainda em 2018, precisando de mais 17 semanas par superar Jimmy Connors e mais 19 para deixar Ivan Lendl para trás, ficando então atrás apenas das 286 de Pete Sampras e das 310 de Federer.

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