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Para Osaka, segredo foi não pensar no placar
30/05/2019 às 13h30

Depois de perder o primeiro set, Osaka ainda viu Azarenka liderar a parcial seguinte por 4/2

Foto: Divulgação

Paris (França) - Depois de vencer um jogo duríssimo pela segunda rodada de Roland Garros, Naomi Osaka falou sobre os motivos para virar o jogo contra Victoria Azarenka nesta quinta-feira. Para a número 1 do mundo, os segredos estão no plano tático de desgastar a adversária fisicamente e no controle emocional para não se sentir pressionada pelo resultado momentaneamente negativo.

"Eu sinto como tivesse demorado para entrar na partida e ela estava jogando tão bem. Eu estava esperando que ela ficasse um pouco cansada", disse Osaka após a vitória por 4/6, 7/5 e 6/3 sobre Azarenka. "Acho que isso acabou acontecendo no final do segundo set e também no terceiro. Então eu tentei acelerar o jogo para aproveitar que estava ganhando os pontos muito rápido".

Além de ter perdido o primeiro set, Osaka também estava em desvantagem na parcial seguinte, quando a bielorrussa liderou por 4/2. Depois de salvar dois break points no sétimo game da parcial, a japonesa conseguiu devolver a quebra no longo game seguinte, que durou mais de sete minutos. A sequência foi fundamental para que ela mudasse a dinâmica do jogo e rapidamente abriu 5/1 no último set.

"Ela meio que me matou no primeiro set, e eu apenas continuei tentando achar um jeito de ficar positiva", afirmou a líder do ranking. "Depois de um certo ponto, eu nem olho para o placar. Eu apenas tento pensar ponto a ponto. Eu tenho essa mentalidade e sinto que sempre posso ganhar se o jogo estiver equilibrado. Se eu tiver que quebrar o saque de alguém, sinto que tenho a capacidade de fazer isso". A japonesa agora encara a tcheca Katerina Siniakova, que venceu a grega Maria Sakkari por 7/6 (7-5), 6/7 (8-10) e 6/3.

Superada por Osaka nesta quinta-feira, Azarenka tenta elencar alguns pontos positivos de sua atuação. "Eu realmente joguei os pontos da maneira certa. Eu estava jogando forma agressiva e fazendo tudo o que eu deveria fazer. Especialmente me movendo bem e empurrando-a para trás".

"Acredito que não aproveitei algumas das minhas chances, mas senti que a margem de oportunidade era muito pequena para nós duas hoje. Eu não a pressionei o suficiente, o que é algo que eu preciso aprender", avalia a ex-líder do ranking e atual 43ª colocada. Na estreia, a jogadora de 29 anos havia vencido a letã Jelena Ostapenko, campeã da edição 2017 do torneio.

"Ela obviamente tem muita confiança, já que tem estado muito nessas situações em que as margens são muito pequenas", comenta sobre a vencedora dos dois últimos Grand Slam. "Eu preciso ter mais dessas experiências, mas tenho certeza de que posso tirar muitas coisas dessa partida e transformá-las em positivas para meus próximos torneios".

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