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Wawrinka: 'Sigo jogando para ter dias como esse'
02/06/2019 às 19h52

Wawrinka passou por duas cirurgias no joelho e chegou a ficar seis meses fora do circuito

Foto: Divulgação

Paris (França) - Depois de vencer uma batalha de cinco sets e 5h09 pelas oitavas de final de Roland Garros, Stan Wawrinka afirmou que partidas como a deste domingo, diante do grego Stefanos Tsitsipas, são o principal combustível para que ele prolongue sua carreira profissional. Há quase dois anos, o suíço sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e precisou fazer duas cirurgias, além de ficar praticamente seis meses longe do circuito mundial.

Wawrinka vence batalha de 5 sets e desafia Federer

"Essa é a razão pela qual eu voltei a jogar depois da cirurgia. É porque eu amo esse esporte e porque gosto de jogar na frente de um grande público nos grandes torneios. O jogo e hoje foi algo realmente especial", disse Wawrinka após a vitória por 7/6 (8-6), 5/7, 6/4, 3/6 e 8/6 sobre Tsitsipas.

Campeão de Roland Garros em 2015 e vice em 2017, Wawrinka acredita ter vivido uma experiência inédita na quadra Suzanne Lenglen neste domingo, por conta do ambiente do estádio e da proximidade com a torcida. O veterano de 34 anos atuou ao mesmo tempo em que Roger Federer e Rafael Nadal venciam jogos de sets diretos na quadra Philippe Chatrier.

"Eu nunca experimentei esse tipo de atmosfera aqui na Lenglen. Eu sempre tive muito apoio, mas acho que hoje foi muito especial, e a partida foi incrível. Cinco sets e cinco horas. E o público ficou aqui durante todo o jogo", comenta o suíço, que faz sua 15ª paricipação no Grand Slam francês.

Ex-número 3 do mundo e vencedor de três Grand Slam, Wawrinka aparece atualmente no 28º lugar do ranking mundial. A campanha até as quartas rende 360 pontos ao suíço, que foi eliminado ainda na estreia no ano passado. Com isso, ele deverá voltar ao top 20 do ranking mundial depois de um ano e três meses.

"Com certeza, estou no meu melhor momento desde que operei. Se olharmos para os últimos seis meses, é agora que estou jogando meu melhor tênis", avaliou Wawrinka. "Estou vendo que, por enquanto, o que estou jogando é o suficiente para ganhar jogos e estou conseguindo fazer boas partidas, treinar bem e ter um bom nível".

Wawrinka agora se prepara para enfrentar Roger Federer nas quartas de final. Ele só tem três vitórias em 25 jogos diante do compatriota, mas um desses triunfos aconteceu exatamente em Roland Garros, na temporada 2015. "Na última vez que joguei contra ele aqui em Roland Garros, eu ganhei. É verdade que desde então venceu todos os outros jogos, mas vou tentar novamente. Atualmente, são poucos os tenistas que podem vencer Federer, e ele está jogando muitíssimo bem. Terei que estar no meu melhor nível se eu quiser derrotá-lo".

Tsitsipas não esconde a frustração após a derrota
Eliminado nas oitavas de final, Tsitsipas não escondeu a frustração pelo resultado. Especialmente por ter perdido tantas chances. O grego teve 27 break points na partida, mas conquistou apenas cinco quebras. Além disso, ameaçou o serviço de Wawrinka oito vezes no último set, mas não aproveitou nenhuma dessas oportunidades. "Eu me sinto exausto. Nunca experimentei algo assim em minha vida. Estou muito desapontado".

"Fazia muito tempo que eu não chorava depois de uma partida. Não foi fácil lidar emocionalmente com tudo isso", avalia o jovem jogador de 20 anos e já número 6 do mundo. "Minha mente tão vazia agora. Eu não consigo nem pensar. Eu estava muito perto de vencer, mas dei chances para ele fazer o que gosta em todos os break points. Eu não joguei aqueles pontos, eu estava esperando que alguém os jogasse por mim. É a pior sensação do mundo. Especialmente quando você perde. Vocês não queriam estar no meu lugar".

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Faberg
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